Muito Prazer, tentarei ser prático.
Como tal, agradeço a oportunidade que me dão ao concederem este espaço para minhas crônicas.
Isso me põe igual ao pardal mal emplumado na borda do ninho, para o primeiro voo. Há balanços nele entre o tentar sair e o respirar tempo, enquanto o coração lhe palpita. E em mim, é tal e qual. A hesitação dele, diante do mundo, é a minha.
Então a pardoca, com a certeza de que têm as mães, o empurra e ele vai. E bate, aloprado, as asas. Esbarra aqui e ali, mas segue. Dá rasantes, guia-se, raspa-se e segue.
Sente que o voo faz parte de suas asas. Então vê o mundo se alargar. Seus olhos brilham, o sol lhe dá calor e é disso que ele precisa.
Caso se canse, os galhos lhe darão a sustentação. Então, se enche de fé, de força, de coragem e vai. Até que, não suportando a alegria que é voar, abre os bicos e canta! Já é senhor de si.
Ele concebe, nesse sentir, que a vida sem desafios nunca seria bela. Não seria vida.
Assim nascem as Crônicas do Ben.
Hoje elas dão seu primeiro voo. Daí a semelhança com a ave. Serão os mesmos desafios, a mesma insegurança. Mas, também, a mesma persistência.
Com elas, semanalmente, tentarei transformar coisas do dia a dia em um bate-papo entre amigos. Afinal, a crônica é simples, mas procurará ser cativante. Como é o voo do pardal.
As reflexões e críticas sociais delas nascidas, buscarão a proximidade do leitor, a aproximação da realidade cotidiana sob a perspectiva do incentivo ao pensar. Ainda que tragam reflexões e crítica social, buscarão antes o prazer do diálogo.
Claro, na minha visão de primeiro voo. Tomara que, depois deste, outros voos mais seguros transformem o dia em canto de pássaro.
Muito obrigado aos titulares e operadores do DN por essa abertura de porta.
Tentarei ser apenas um discreto passarinho cujo voo procure, além de enfeitar o dia, fazê-lo um pouco mais feliz.



