Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Participam da operação cerca de 135 auditores-ficais, analistas-tributários e servidores administrativos da Receita Federal

"FLUXO OCULTO"

Operação contra fraude em combustíveis cumpre mandado de busca e apreensão em Paranavaí

Nova fase da investigação também mira distribuidora de Cascavel suspeita de adulterar gasolina com nafta e usar notas fiscais falsas para encobrir o esquema

Uma operação contra fraudes no setor de combustíveis cumpriu mandado de busca e apreensão em Paranavaí na manhã desta quinta-feira (28). A ação faz parte da Operação Fluxo Oculto, nova fase da Carbono Oculto, e apura um esquema de sonegação, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis que alcança cinco estados.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, ao todo foram expedidos 59 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas em cidades de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Paraná, os alvos estão em Paranavaí e Cascavel.

Em Paranavaí, houve cumprimento de mandado de busca e apreensão contra uma pessoa, cujo nome não foi divulgado. Já em Cascavel, os mandados de busca e apreensão aconteceram em uma distribuidora de combustíveis, suspeita de adulterar gasolina com nafta, um derivado líquido do petróleo usado legalmente na fabricação de produtos químicos e plásticos, e de emitir notas fiscais falsas para dar aparência regular ao esquema.

De acordo com as investigações, a distribuidora comprava o produto de indústrias químicas alegando destinação industrial regular, mas desviava a substância para mistura em combustíveis. A suspeita é que o solvente fosse adicionado à gasolina para baratear o produto comercializado.

As autoridades informaram que, só nesse braço da investigação envolvendo nafta petroquímica, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados em dois anos em todo o país.

FINTECHS – A operação também voltou o foco para o núcleo financeiro do grupo. Após a primeira fase da Carbono Oculto, a Receita Federal identificou mais seis fintechs (empresas que combinam finanças e tecnologia para oferecer serviços financeiros mais rápidos, digitais e acessíveis) que, segundo a investigação, atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Juntas, elas movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

Segundo os investigadores, essas fintechs eram usadas para compensações internas entre distribuidoras, postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento ligados ao grupo, além de pagamentos de colaboradores e despesas pessoais dos operadores. A apuração também identificou depósitos em espécie e outras movimentações consideradas suspeitas.

Entenda como funciona o esquema – Foto: Gaeco

Fonte: Gabriel Trevinsa - Da Redação

Compartilhe: