Poucos jogadores podem dizer que viveram momentos históricos pelo mesmo clube, primeiro como torcedor e depois dentro de campo. Um desses raros atletas é o goleiro Cesar Tanaka, o Cesinha, único nascido em Paranavaí a integrar o elenco que recolocou o Atlético Clube Paranavaí (ACP) na elite do futebol estadual e conquistou o título da Série B do Campeonato Paranaense de 2026.
Em 2007, ainda criança, Cesinha estava nas arquibancadas da Vila Capanema acompanhando a decisão em que o ACP conquistou pela primeira vez a Série A do Paranaense diante do Paraná Clube. 19 anos depois, o roteiro voltou a se repetir. No mesmo estádio e contra o mesmo adversário, ele estava dentro de campo defendendo as cores do Vermelhinho e ajudando o clube a escrever mais um capítulo vencedor.
“Foi uma sensação de muita alegria, uma felicidade muito grande e um orgulho de poder fazer parte dessa história do ACP. Já fiz parte como torcedor e hoje poder fazer história dentro de campo foi motivo de muita felicidade”, disse Cesinha em entrevista ao Diário do Noroeste.
Titular durante toda a campanha do acesso e do título, o goleiro destacou que realizar o sonho de colocar o clube novamente na Série A e ainda levantar a taça teve um significado especial.
“Poder dar orgulho para os meus familiares e realizar aquilo que era o meu sonho foi muito importante. Graças a Deus fomos coroados com esse título.”
Questionado sobre em qual das duas conquistas sentiu mais nervosismo, como torcedor em 2007 ou como atleta em 2026, ele admitiu que a comparação é difícil, mas acredita que viver a decisão dentro de campo foi ainda mais intenso.

(Foto: Arquivo pessoal)
“Como jogador foi um nervosismo muito grande, ainda mais depois que eu saí no final do jogo e tive que ficar torcendo pelo Matheus. Eu sabia que a gente era muito merecedor dessa conquista.”
Um dos momentos mais comentados da final foi a substituição para a disputa por pênaltis, quando Matheus entrou para defender as cobranças. Cesinha explicou que foi uma decisão da comissão técnica, encarada com naturalidade pelo grupo.
“Foi uma situação do Vanderlei e da comissão técnica. Estou ali para aceitar, acatar e respeitar a decisão do treinador. O Vanderlei achou melhor colocar o Matheus, talvez para criar uma situação nova e colocar mais pressão no adversário. Graças a Deus deu certo.”
O goleiro ressaltou que não houve qualquer vaidade em relação à substituição e o que mais interessava no momento era conquistar o acesso e trazer o título para Paranavaí.
Revelado pelo próprio ACP em 2011, Cesinha construiu carreira em outros clubes do futebol brasileiro, conquistou títulos estaduais e retornou a Paranavaí em 2026 para defender novamente a equipe que o lançou para o futebol.
Retorno que terminou da melhor maneira possível: acesso à elite estadual e mais um troféu para a história do Vermelhinho, agora com participação decisiva de quem um dia comemorou apenas das arquibancadas.
Sobre a permanência para a próxima temporada, o goleiro afirmou que ainda não existem conversas oficiais para renovação.
“Por enquanto estamos apenas aproveitando o momento do título e cumprindo as atividades e eventos que temos. Depois teremos um período de folga. Eu e o João temos uma amizade muito boa e foi ele quem fez o convite para eu retornar ao Paranavaí. Vamos ver o que Deus reserva para nós daqui para frente.”




