A Polícia Civil do Paraná informou que, até o momento, não há elementos que indiquem a prática de tortura na chacina que deixou quatro homens mortos na zona rural de Icaraíma, em agosto de 2025. O esclarecimento foi divulgado no fim da manhã desta quarta-feira (17), depois da repercussão em torno dos laudos e de questionamentos recentes sobre a forma como as vítimas teriam sido mortas.
Em nota divulgada pelo delegado Thiago Andrade Inácio, a corporação informou que a investigação segue tratando o caso como um quádruplo homicídio qualificado, com indícios de execução premeditada, emboscada e ocultação dos corpos e do veículo usado pelas vítimas.
Sobre a hipótese de tortura, a Polícia Civil explicou que os elementos reunidos até agora apontam, em princípio, para morte instantânea. Segundo a nota, os disparos atingiram pontos vitais das vítimas e não foram identificadas outras lesões que sustentem a tese de cativeiro ou de agressões anteriores à morte.

A corporação também comentou a presença de uma corda junto a um dos corpos. De acordo com a investigação, a hipótese mais provável, neste momento, é de que o objeto tenha sido usado para arrastar o cadáver até o local de ocultação. A Polícia Civil destacou que os corpos foram enterrados em uma área de difícil acesso, com vegetação densa e sem condições de tráfego para veículos até o ponto da cova clandestina.
Por isso, não há, por enquanto, elementos periciais que permitam afirmar que a corda tenha sido usada para restringir a liberdade da vítima ou para a prática de tortura. A Polícia Civil reforçou que o caso continua em investigação e que não há, neste momento, novas informações passíveis de divulgação além das já repassadas oficialmente.




