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Complexo soja impulsiona agronegócio do Paraná com faturamento de US$ 2,94 bilhões até maio Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

PARANÁ

Complexo soja impulsiona agronegócio com faturamento de US$ 2,94 bilhões

Deral mostra que as exportações de grão, farelo e óleo atingiram 6,72 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses de 2026, registrando um crescimento de 8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura, divulgado nesta quinta-feira (18), destaca o desempenho do complexo soja (composto por grão, farelo e óleo), cujas exportações nos primeiros cinco meses de 2026 atingiram 6,72 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025 (6,2 milhões de toneladas). Em termos financeiros, a soja injetou cerca de US$ 2,94 bilhões na balança comercial do Paraná, um expressivo avanço de 18% em relação ao ano anterior, com US$ 2,50 bilhões.

De acordo com o analista do Deral Edmar Gervasio, o destaque ficou para o óleo de soja, que alcançou 338 mil toneladas exportadas, um crescimento expressivo de 59% em receita. “No cenário nacional, o desempenho também é positivo. As exportações do complexo soja somaram 66,2 milhões de toneladas, um crescimento de 7% em volume e de 15% em valor, totalizando mais de US$ 27 bilhões para a balança comercial nacional”.

Outra cultura que coloca o Paraná em evidência nacional é o urucum, consolidando o Estado como o segundo maior produtor do país, atrás apenas de São Paulo. De acordo com dados preliminares analisados pelo Deral, a cultura movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 27,5 milhões no Paraná, com uma colheita de 1,6 mil toneladas em 1,4 mil hectares.

Paranacity

O município de Paranacity é apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como o principal produtor nacional e, recentemente, conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG) de procedência junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), selo que destaca o manejo sustentável, a ausência de agrotóxicos e agrega valor a um produto com ampla demanda nas indústrias alimentícia, farmacêutica e de cosméticos.

Frango

Na avicultura de corte, o cenário de maio trouxe um alívio técnico nos custos de produção, motivado pela queda nos preços de insumos essenciais como o milho e o farelo de soja. Segundo o Deral, o custo do frango vivo no Paraná recuou para R$ 4,68/kg, ficando ligeiramente abaixo do preço nominal médio recebido pelo produtor, que fechou o mês em R$ 4,69/kg.

Na relação de troca anual, em maio de 2026 foram necessários 225 kg de frango vivo para adquirir uma tonelada de milho (alta de 5,6% frente a 2025) e pesados 401 kg de frango para a compra de uma tonelada de farelo de soja, exigindo um esforço de compra 15,2% maior. Paranavaí e região se destacam na produção de aves.

Fonte: Assessoria

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