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Na tarde desta sexta-feira, 10 pacientes estavam internados na Santa Casa por problemas respiratórios - Foto: Arquivo DN

PARANAVAÍ

Demanda segue acima do habitual, diz secretária sobre fluxo de atendimentos por doenças respiratórias

Andreia Vilar listou medidas de prevenção, apontando a importância da vacinação. Destacou também que o município se prepara para os dias mais frios com a chegada do inverno

A secretária de Saúde de Paranavaí, Andreia Vilar, reforçou a preocupação com o fluxo de atendimentos na rede municipal em razão das doenças respiratórias. “Neste momento, os dados laboratoriais apontam uma tendência inicial de estabilização e discreta queda dos casos positivos, porém a demanda nas unidades de saúde ainda segue acima do habitual.”

Segundo ela, os indicadores mostram que o município enfrentou aumento significativo de confirmações nas últimas semanas. A avaliação comprova os números publicados pelo Diário do Noroeste na edição desta sexta-feira (18).

De 10 a 16 de maio, foram 12 casos de Influenza A, sete de Influenza B e um de Covid-19. De 17 a 23 de maio, 35 casos de Influenza A, 20 de Influenza B e um de Covid-19. No período de 31 de maio a 6 de junho, 67 confirmações para Influenza A, 47 para Influenza B, seis para vírus sincicial respiratório e uma para Covid-19.

Em relação aos atendimentos, de 17 a 23 de maio, as unidades de saúde de Paranavaí contabilizaram 985 consultas médicas. De 24 a 30 de maio, 1.372. De 31 de maio a 6 de junho, 1.245. De 7 a 13 de maio, 1.340.

Essa realidade também tem reflexos no número de internações na Santa Casa. Na tarde de ontem, 10 leitos hospitalares estavam ocupados por pacientes com síndromes respiratórias.

A secretária de Saúde disse que as atenções estão voltadas principalmente para os grupos mais vulneráveis, citando crianças, idosos e pessoas com comorbidades. Nesse sentido, reiterou a necessidade de fazer se vacinar contra os vírus Influenza. A imunização é a “principal forma de prevenção dos casos graves e das internações”.

Andreia Vila listou outras orientações: “A população deve manter medidas de prevenção, como evitar aglomerações quando apresentar sintomas respiratórios, utilizar máscara em caso de gripe ou resfriado e realizar a higiene frequente das mãos”.

Em relação ao vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês e crianças, a secretária recomentou: visitas a recém-nascidos devem ser realizadas com cautela, evitando contato por pessoas com sintomas respiratórios e adotando os cuidados necessários para proteger de infecções.

A Secretaria de Saúde mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico, especialmente diante da queda das temperaturas, fator que pode favorecer o aumento da transmissão de vírus respiratórios nas próximas semanas. 

Diante desse risco, como medida de preparação e resposta, “o município tem adotado ações para ampliar a capacidade de atendimento da rede de saúde e a aquisição de testes para diagnóstico dos principais vírus respiratórios”, afirmou Andreia Vilar.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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