O Duo Crisálida, formado pelas artistas Jacqueline Cardoso e Rafaela Machado, segue consolidando seu espaço na cena musical do Noroeste do Paraná. Com um trabalho marcado pela sensibilidade, pela poesia e pelas composições autorais, as artistas de Paranavaí se preparam para um momento especial da carreira durante mais uma edição do Rolê das Manas, festival que acontece entre os dias 3 e 8 de agosto, no município.
Reconhecido por valorizar o protagonismo feminino na arte e na cultura, o evento reúne artistas de diferentes linguagens e trajetórias, promovendo encontros, trocas e fortalecendo a produção cultural independente. Para Rafaela Machado, participar de um festival com essa proposta tem um significado que vai além da música.
“Participar do Rolê das Manas tem um significado muito especial para nós porque acreditamos que a arte também é um espaço de transformação social. Estar em um festival que valoriza o protagonismo feminino é uma forma de celebrar histórias, reconhecer a importância da presença das mulheres na cultura e fortalecer a cena artística como um todo”, afirma.
Música que nasce do encontro – A história do Duo Crisálida começou justamente em Paranavaí, durante um evento voltado ao empoderamento feminino. Foi ali que Jacqueline e Rafaela se conheceram e descobriram uma afinidade que logo se transformaria em parceria artística. Embora tenham trajetórias diferentes, as duas compartilham o desejo de criar e interpretar músicas capazes de despertar emoções e construir conexões com o público.
“A essência do Duo Crisálida está na conexão. Gostamos de criar e interpretar canções que dialoguem com os afetos, as transformações e as histórias que fazem parte da vida de todas as pessoas. Nossa música nasce desse desejo de criar pontes e fazer com que as pessoas se reconheçam nas canções”, explica Rafaela.
Ao longo dos anos, o duo construiu uma identidade própria, transitando por diferentes sonoridades e influências musicais. Entre as principais referências estão nomes consagrados da Música Popular Brasileira, como Milton Nascimento, Marisa Monte, Gilberto Gil, Chico Buarque e Elis Regina.

Paranavaí como inspiração – Apesar de Rafaela ser natural de Borborema, interior de São Paulo, e Jacqueline ter nascido em Paranavaí, foi na cidade paranaense que o projeto ganhou forma e identidade. As artistas destacam que Paranavaí teve papel fundamental em seu desenvolvimento artístico, oferecendo espaços para criação, apresentações e construção de público.
“A gente acredita que Paranavaí vive um momento muito importante para a cultura. Existe uma geração de artistas produzindo, criando e ocupando espaços. Isso fortalece toda a cadeia cultural do município”, destaca Rafaela.
Estreia especial no festival – A apresentação no Rolê das Manas marcará uma nova fase na trajetória do Duo Crisálida. Pela primeira vez, Jacqueline e Rafaela subirão ao palco acompanhadas por uma banda completa. O show reunirá músicas autorais, releituras que fazem parte da história musical das artistas e arranjos inéditos preparados especialmente para o festival.
Segundo Jacqueline Cardoso, o momento representa a realização de um sonho antigo. “Este será o primeiro show do Duo Crisálida acompanhado por uma banda completa, algo que desejávamos desde o início do projeto. Depois de anos nos apresentando em formato acústico, finalmente teremos a oportunidade de levar nossas canções para o palco com novos arranjos e uma sonoridade mais ampla”, conta.
Outro detalhe que torna a apresentação ainda mais especial é que a banda será formada exclusivamente por mulheres. “Existe um significado muito bonito nisso tudo. Vamos dividir o palco com quatro mulheres artistas que admiramos profundamente. Dentro de um festival que celebra o protagonismo feminino, isso torna essa estreia ainda mais emocionante”, afirma.
Novos projetos no horizonte – O Rolê das Manas também simboliza o início de uma nova etapa para o duo, que segue trabalhando em novas composições e projetos. Após o lançamento do EP Encasuladas, videoclipes e apresentações autorais, as artistas pretendem ampliar a circulação de seu trabalho, participar de festivais e alcançar novos públicos.
“Queremos continuar compondo, registrar novas canções, produzir materiais audiovisuais e levar nossa música para diferentes regiões do país. Mas nosso maior sonho continua sendo fazer música com verdade, cercadas de pessoas que acreditam na arte como ferramenta de encontro, afeto e transformação”, conclui Jacqueline.




