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Foto: Diário do Noroeste

MEIO AMBIENTE

Prefeitura de Paranavaí estuda criação de plano de arborização; expectativa é começar em 2027

Objetivo é traçar um diagnóstico de toda a área verde no perímetro urbano e ordenar o plantio e o manejo das árvores

O perímetro urbano de Paranavaí reúne aproximadamente 46 mil árvores. O número impressiona à primeira vista, mas a comparação com Maringá, considerada uma das mais arborizadas do Brasil, revela que existe um longo caminho a ser percorrido, posto que a cidade vizinha conta com mais de 150 mil.

A Secretaria de Meio Ambiente reconhece o problema e estuda a elaboração de um plano municipal de arborização e recomposição da área verde em ruas, avenidas, praças e parques públicos. O último data de 1994.

“Esse plano vai nos dar a quantidade exata de árvores que precisam ser substituídas”, afirma o secretário Alessandro Cordeiro Garcia. A partir desse diagnóstico, a administração municipal definirá políticas de corte e reposição gradativa. A expectativa é começar os estudos em 2027.

Até lá, as ações seguem sendo definidas pela Lei Municipal 5.451/2024, que dispõe sobre o Código de Arborização, que tem como objetivos definir as diretrizes de planejamento, implementação e manejo de arborização urbana, promover a arborização como instrumento de desenvolvimento e proporcionar equilíbrio ambiental e estético.

Nas áreas residenciais, por exemplo, a legislação estabelece que haja uma árvore a cada cinco metros. Se for uma casa de esquina, o plantio é necessário nos dois lados da área externa. “Vai depender do espaçamento”, alerta o biólogo da Secretaria de Meio Ambiente, Flávio Patrício Neto.

Podas ou cortes drásticos podem ser punidos com multa se não houver a anuência da Secretaria de Meio Ambiente. Foto: Diário do Noroeste

Mas nem sempre a lei é seguida à risca. A falta de árvores é recorrente, e a equipe de fiscalização trabalha para cobrir todo o perímetro urbano, seja a partir de ações institucionais, seja por denúncias feitas por moradores.

Quando faltam árvores dentro do que a legislação estabelece, a Secretaria de Meio Ambiente faz a notificação solicitando o plantio. Se o morador não atende ao pedido, fica sujeito à cobrança de multa de R$ 7.878,23.

Alta demanda

Alessandro Garcia informa que os pedidos para cortes de árvores estão acumulados e que só será possível começar a colocar os trabalhos em dia a partir de setembro, com o estabelecimento de um novo contrato de serviços terceirizados. Por enquanto, o tempo de espera é de 60 a 90 dias.

As vistorias acontecem de forma mais rápida. Após a solicitação, a equipe da Secretaria de Meio Ambiente tem até 30 dias para ir ao local e verificar as condições em que a árvore se encontra.

Orientações

O biólogo da Secretaria de Meio Ambiente destaca a necessidade de os moradores buscarem orientação antes de fazer o plantio na área externa de casa. “A gente faz um levantamento do tipo de árvores na região. É preciso ter várias espécies, principalmente para fazer o controle de pragas.”

O secretário acrescenta: “Além da diversificação da vegetação, verificamos o porte adequado para aquele espaço, se tem rede elétrica, se há estrutura”.

Projeto de lei

Todo esse cenário levou o vereador Antonio Marcos Sampaio a apresentar um projeto de lei que institui diretrizes para o Programa Municipal de Requalificação de Áreas Verdes Urbanas. A finalidade é promover a valorização, a recuperação, a revitalização e a conservação de praças, bosques, parques urbanos e canteiros centrais em locais públicos e de convivência.

O texto está em análise na Casa Legislativa também propõe o estímulo à utilização de soluções ambientalmente sustentáveis, o incentivo a ações educativas voltadas à preservação ambiental e o envolvimento da sociedade em campanhas de conscientização.

Ao justificar o projeto de lei, Sampaio fala da importância de reconhecer esses espaços públicos como essenciais para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento sustentável. “Praças, bosques, parques e demais áreas verdes exercem papel fundamental na promoção do lazer, da convivência comunitária, da prática de atividades físicas e da melhoria das condições ambientais urbanas.”

O texto precisa ser analisado pela Procuradoria do Legislativo e pelas comissões permanentes afins. Caso não haja impedimentos constitucionais, seguirá para votação em plenário.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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