Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Adriana Prado é professora, presidente da Academia de Letras e Artes de Paranavaí

ALAP

Quando a caverna viu o sol

Lá dentro me pergunto ….

De quem são esses passos?

Monstros maléficos?

Pé Grande devorador?

Ou uma inofensiva joaninha?

Diante de todo o caos

Possa ser a Joaninha realmente inofensiva?

E os monstros maléficos?

Causam mal, tão grande assim?

O que é devorador? Um pé grande que só tem fome?

Fome de que?   

Tudo escuro, tudo incerto

Tropeçamos, caímos e acreditamos em quem diz que viu lá fora

Mas é proibido olhar para luz.

Dentro da caverna, só temos uns aos outros.

Quem espia na fresta é o rei.

Trono feito de sombras?

Essa é a regra do jogo.

Se contentar com o reflexo
Jamais conhecer o poder do fogo.

Prefiro o risco de queimar os olhos
A viver sob a coroa da ilusão.
Dou o primeiro passo rumo à fresta
E liberto o mundo da minha própria mão.

Rei morto rei posto — a engrenagem gira.
A fresta já não basta para quem quer ver.
Puxamos o fio que desata a corda,
Nenhum teto de pedra vai nos conter.

Deixem os monstros outrora criados como veludo.
Chutem o trono da ilusão.
Deixem a luz invadir os olhos na escuridão.
A saída da caverna é a verdadeira razão.

Fonte: Adriana Prado

Compartilhe: