O novo levantamento do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa mostra que o crescimento da inadimplência no país voltou a crescer depois da desaceleração vista em maio. O número de brasileiros negativados avançou 0,28% no mês. Mesmo sendo o dobro do mês de maio, ainda é o segundo menor crescimento do ano.
O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 6.920,63, indicando que cada pessoa inadimplente deve, em média, 4 vezes mais que o salário-mínimo. Entre a população adulta do país, 50,9% estão com o nome negativado. Ao todo, os brasileiros acumulam 345,5 milhões de dívidas em aberto, que, juntas, somam mais de R$ 579,5 bilhões
Na análise por segmento das dívidas, bancos e instituições financeiras seguem concentrando a maior fatia, respondendo por 46,9% do total. Na sequência, aparecem contas básicas (21,3%) e serviços (11,7%).
Já do ponto de vista regional, das 27 unidades federativas, apenas 7 apresentaram queda no volume de consumidores negativados. No estado do Paraná, o número de inadimplentes cresceu 0,31%. Ao todo, a UF reúne mais de 4,2 milhões de consumidores com débitos que somam 18,9 milhões de dívidas e ultrapassam R$36,2 bilhões, tendo como principais segmentos as dívidas de bancos/cartões (25,05%), financeiras (17,77%) e contas básicas (16,20%).
“Depois de um mês de maio mais ameno, os dados de junho mostram que a inadimplência voltou a crescer com mais força. Porém, ainda mais lenta do que o restante do ano”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. “O cenário segue exigindo cautela: manter as contas organizadas e antecipar a negociação de débitos em atraso ajuda a evitar que o problema se acumule ao longo dos próximos meses, se tornando uma bola de neve.”




