Na próxima terça-feira (21), produtores de laranja de Paranavaí e Alto Paraná participarão de uma audiência pública que terá como tema “Controle da doença greening (HBL) e deriva de agrotóxicos”. O evento será no auditório do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR) de Paranavaí a partir das 18h30.
O Paraná é o terceiro estado brasileiro com maior participação na citricultura, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. O volume de produção mais significativo sai da região Noroeste, com destaque para os municípios de Paranavaí e Alto Paraná.
Números da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mostram que a o valor bruto de produção paranaense chegou a R$ 1,3 bilhão durante a safra 2023/2024.
A importância da cadeia produtiva motivou a parceria do Ministério Público com o IDR e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para discutir um tema sensível à citricultura, o greening.
A doença não tem cura e é identificada por sintomas como amarelecimento irregular das folhas, frutos deformados, sementes abortadas, redução do tamanho dos frutos, queda prematura e diminuição progressiva da produtividade.
O chefe do IDR-PR de Paranavaí, José Jaime de Lima, afirmou que o greening é um problema recorrente e gera prejuízos para a citricultura. Apesar do trabalho contínuo de fiscalização da Adapar, o número de propriedades com produção de laranja e a extensão dos pomares dificultam a identificação dos casos e, portanto, a notificação.
Diante dessa situação, o Ministério Público tomou a iniciativa para debater o assunto com lideranças, profissionais técnicos e citricultores. A ideia é encontrar formas de conscientização mais eficazes e pensar em estratégias voltadas principalmente aos produtores que não fazem a pulverização adequada para controle ou não erradicam as plantas doentes conforme determina a legislação.
O greening, reformou Lima, causa prejuízos econômicos nos pomares, mas não só. Também tem reflexos sociais, já que as laranjas abastecem indústrias que oferecem empregos e geram renda para milhares de famílias.
A redução da incidência da doença, completou o chefe do IDR, significa menos aplicação de produtos e, portanto, menor contaminação do meio ambiente e custos de produção mais baixos.



