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ALAP

Cadeira Vazia

Sua ausência

A cadeira vazia,

Saudade…

Nos verdes tempos infantis

Sua presença era constante

Caminhávamos lado a lado

Desbravando os instantes.

Nas intempéries da vida

Sua palavra acalentava

Trazendo conforto

Entendimento para os percalços.

E agora,

Diante desta cadeira vazia

A dor a exalar lancinante,

De saudade, chora minha alma.

Outrora

Nos buscávamos pelo olhar

Que transmitia paz e segurança,

Fé para vencer o que viesse.

Ah! Ao olhar

Esta cadeira vazia

Mil pensamentos povoam

Lembranças, lembranças…

Do ontem, tão presente,

A convidar a debruçar-se

Na janela do tempo

E observar.

A mesa posta,

Conversas ao redor

Descontração nos olhares

E a cadeira, a cadeira ocupada.

Ah! Quanta saudade há

A observar com os olhos da alma

Vivências pretéritas

A pulsar no peito.

Receber o alimento em seu colo

Que nutria o corpo e a alma

Com seu amor, seus conselhos

Sua presença na cadeira.

E hoje, vislumbrando essas memórias

A emoção transborda

Teima em inundar minha face…

Num mar de saudades …pai…

Fonte: Terezinha de Nadai

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