O preço do feijão-carioca subiu 49,51% em um ano em Paranavaí, enquanto café e açúcar ficaram mais baratos no mesmo período. Os dados são de pesquisa do Procon Municipal, que comparou os preços dos produtos que compõem a cesta básica em agosto de 2025 e agosto de 2026.
Além da variação entre os dois períodos, o levantamento identificou diferenças expressivas entre os estabelecimentos pesquisados. Em alguns produtos, a distância entre o menor e o maior preço encontrado ultrapassou 100%, o que reforça a importância do consumidor comparar os valores antes da compra.
O feijão-carioca de 1 kg foi o produto com maior alta no comparativo anual. O preço médio passou de R$ 5,98, em agosto de 2025, para R$ 8,94 neste ano, aumento de 49,51%.
Entre os demais produtos que ficaram mais caros estão o sabonete de 85 g, com alta de 20,65%; a água sanitária de 1 litro, com aumento de 11,07%; o leite integral de 1 litro, que subiu 9,75%; o sal de 1 kg, com alta de 8,69%; o detergente neutro, que aumentou 8,46%; o macarrão de 500 g, com elevação de 3,30%; e a farinha de trigo de 1 kg, que teve alta de 1,89%.
O achocolatado em pó apresentou estabilidade, com variação positiva de 0,55% no período. Na outra ponta, o café em pó de 500 g registrou a maior queda. O preço médio passou de R$ 28,02 para R$ 22,71, redução de 18,96%.
O açúcar cristal de 5 kg também teve queda significativa, de R$ 16 para R$ 13,18, recuo de 17,65%. A dúzia de ovos brancos ficou 14,06% mais barata, enquanto o fubá de 1 kg teve redução de 8,08%. Também apresentaram queda o sabão em pó de 800 g, de 4,62%; o arroz agulhinha de 5 kg, de 4,05%; e o óleo de soja de 900 ml, de 0,98%.
Segundo o coordenador do Procon de Paranavaí, Alexandre Costa Santos, a comparação de preços é uma das principais ferramentas para reduzir o impacto das compras no orçamento das famílias.
“Nosso objetivo com as pesquisas não é apenas fiscalizar, mas também orientar e dar ao consumidor informações para que ele possa tomar decisões melhores. A diferença de preços entre estabelecimentos para um mesmo produto pode ter impacto significativo no orçamento familiar. Pesquisar e comparar antes de passar no caixa continua sendo uma das formas mais eficientes de economizar”, afirmou o coordenador.
Fiscalização
Paralelamente à pesquisa de preços, o Procon mantém ações de fiscalização em supermercados do município. O órgão verifica a exposição correta dos preços nas gôndolas e o cumprimento das ofertas anunciadas em folhetos, redes sociais e outros meios de divulgação.
A fiscalização busca verificar se o valor informado ao consumidor corresponde ao preço cobrado no caixa. A ausência de informação sobre o preço ou a divergência entre o valor anunciado e o cobrado pode configurar infração às normas de defesa do consumidor.
Segundo o Procon, a precificação deve ser clara, visível e adequada para permitir que o consumidor saiba quanto pagará pelo produto antes de concluir a compra.
Para Alexandre, a fiscalização complementa o trabalho de pesquisa e busca garantir o direito de escolha do consumidor.
“Nosso papel vai além de acompanhar as oscilações dos preços. Também atuamos para garantir que o consumidor tenha acesso a informações claras e precisas. O estabelecimento deve manter os preços visíveis e cumprir as ofertas anunciadas. Quando essas regras não são observadas, o fornecedor está sujeito às medidas previstas na legislação de defesa do consumidor”, enfatizou Alexandre.



