Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Pedro Signorelli é um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/

ARTIGO

Entre a inovação e o resultado, está a gestão

A inteligência artificial passou a ocupar um espaço central nas estratégias das empresas. Projetos, testes e novas ferramentas surgem em diferentes áreas, mas uma questão ainda precisa ser respondida: quais resultados concretos a IA está efetivamente gerando para o negócio? Adotar tecnologia não significa, por si só, produzir valor. 

Essa questão ficou evidente durante uma apresentação recente do Nubank. Embora os OKRs não tenham sido o foco da palestra, a lógica apresentada estava diretamente relacionada a eles. Ao conversar posteriormente sobre o tema, ficou claro que a empresa utiliza os OKRs como parte de seu sistema de gestão, uma característica que ajuda a compreender como a organização conecta tecnologia, prioridades e resultados. O ponto central está justamente nessa integração. A inteligência artificial não deveria ser tratada como mais uma iniciativa no portfólio da empresa, mas como uma ferramenta capaz de contribuir para objetivos já definidos. 

Antes de escolher uma tecnologia, é necessário compreender qual problema precisa ser solucionado, qual prioridade está em jogo e qual indicador deve apresentar uma evolução concreta. Essa mudança de perspectiva altera a própria pergunta feita pelas organizações. Em vez de começar com “como podemos usar IA?”, o caminho mais eficiente é perguntar “qual problema precisamos resolver e de que maneira a IA pode contribuir?”. 

Quando existe clareza sobre o objetivo, a tecnologia deixa de ser protagonista e passa a cumprir seu verdadeiro papel: ajudar a organização a avançar em uma direção previamente estabelecida. No Nubank, essa abordagem também aparece na forma como a inteligência artificial é disseminada pela organização. A empresa criou um Centro de Excelência em IA para apoiar diferentes áreas, enquanto seus líderes possuem objetivos relacionados à adoção da tecnologia. O foco não está simplesmente em experimentar ferramentas ou desenvolver protótipos, mas em implementar soluções que enfrentem problemas concretos e sejam capazes de demonstrar resultados. 

Essa lógica também transforma a maneira como o sucesso é avaliado. Em muitas organizações, a evolução da IA ainda é medida pelo volume de projetos iniciados, pelo número de ferramentas contratadas ou pelo tamanho dos investimentos realizados. Uma gestão orientada a resultados utiliza outros parâmetros: redução de desperdícios, melhoria de indicadores, ganho de produtividade, qualidade das decisões e geração efetiva de valor. 

Outro elemento importante é a capacidade de disseminar aprendizados. Registrar quais iniciativas deram certo, quais não produziram o resultado esperado e em quais situações a tecnologia realmente fez diferença permite que a organização evolua de maneira mais rápida. Compartilhar essas experiências evita que diferentes equipes repitam os mesmos erros e ajuda a transformar experimentações individuais em conhecimento coletivo. 

Para as empresas que estão acelerando a adoção da inteligência artificial, a mensagem é direta. Criar comitês, contratar plataformas e estimular os funcionários a experimentar novas ferramentas são movimentos importantes, mas insuficientes. A tecnologia precisa estar relacionada às prioridades estratégicas, fazer parte da rotina de gestão e, principalmente, estar associada a indicadores capazes de demonstrar seu impacto. 

Aqui a gestão por objetivos e resultados ganha ainda mais relevância. Ela ajuda a transformar iniciativas dispersas em prioridades claras, prioridades em execução e execução em resultados mensuráveis. Quando inteligência artificial e gestão caminham na mesma direção, a questão deixa de ser simplesmente se a empresa está usando IA e passa a ser muito mais importante: qual resultado concreto essa tecnologia está ajudando a entregar? 

Fonte: *Pedro Signorelli

Compartilhe: