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COMÉRCIO

Vendas do varejo paranaense crescem 1,53% no primeiro semestre

Pesquisa Conjuntural da Fecomércio PR mostra avanço das vendas em relação a 2025 com resultados positivos em cinco das seis regiões pesquisadas

O varejo paranaense encerrou a primeira metade de 2026 vendendo mais do que no mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, o faturamento do comércio cresceu 1,53% no estado, segundo a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR). O resultado positivo foi sustentado por oito dos 12 segmentos pesquisados e alcançou cinco das seis regiões acompanhadas pelo levantamento.

As lojas de departamentos apresentaram o maior crescimento no semestre, com alta de 13,66%. Livrarias e papelarias vieram na sequência, com elevação de 6,13%, enquanto as concessionárias de veículos registraram aumento de 3,62%.

Também fecharam o semestre com variação positiva farmácias (+2,53%), calçados (+1,47%), combustíveis (+1,26%), móveis, decoração e utilidades domésticas (+1,13%) e supermercados (+0,50%).

Para o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, o desempenho do primeiro semestre mostra um varejo ainda resiliente, apesar do crescimento moderado. “O comércio paranaense cresceu 1,53% no primeiro semestre de 2026, impulsionado pela maioria dos setores analisados, ainda que com desempenhos heterogêneos. A Pesquisa Conjuntural mostra, desse modo, um varejo ainda resiliente, mesmo diante do avanço modesto no volume de vendas. O cenário indica consumidores mais seletivos, impactados pelo elevado endividamento, pelos juros altos e pelo crédito mais restrito, fatores que reduzem a margem das famílias para adquirir produtos de maior valor”, avalia.

“Embora a conjuntura econômica brasileira aponte desaceleração, o que demanda atenção dos empresários, a perspectiva é de crescimento do varejo também no segundo semestre, conforme projeções da Confederação Nacional do Comércio, a CNC”, acrescenta.

Na outra ponta, quatro atividades ainda acumulam perdas. Óticas, cine-foto-som tiveram a maior retração, de 10,91%, seguidas por vestuário e tecidos (-5,81%), materiais de construção (-3,41%) e autopeças (-3,11%).

Desempenho regional

Os desempenhos regionais da Pesquisa Conjuntural revelam um varejo com velocidades diferentes no Paraná. Londrina liderou o crescimento no primeiro semestre, com alta de 6,39%, mais de quatro vezes o resultado médio do Paraná. O avanço foi puxado principalmente pelas lojas de departamentos (+16,32%) e concessionárias de veículos (+15,49%).

Ponta Grossa também cresceu acima da média estadual, com elevação de 3,57%. Na região, as lojas de departamentos avançaram 13,91% e as vendas de combustíveis tiveram alta de 9,10%.

O Sudoeste fechou os seis primeiros meses com crescimento de 1,13%. Em Curitiba e Região Metropolitana, a alta foi mais moderada, de 0,51%, enquanto a Região Oeste ficou próxima da estabilidade, com avanço de 0,29%.

Maringá foi a única região pesquisada a terminar o semestre no campo negativo, com retração de 0,42%. Entre os segmentos que contribuíram para esse resultado estão livrarias e papelarias (-6,39%), materiais de construção (-6,34%) e vestuário e tecidos (-4,94%).

Variações mensal e anual

Apesar do saldo positivo do semestre, junho apresentou uma desaceleração em relação ao mês anterior. Na passagem de maio para junho, o faturamento do comércio paranaense caiu 5,11%.

As retrações mais acentuadas ocorreram em atividades bastante ligadas ao consumo das famílias. Vestuário e tecidos tiveram queda de 17,74%, calçados recuaram 10,83% e supermercados, 8,05%. Também houve redução nas vendas de lojas de departamentos (-7,73%) e combustíveis (-7,03%). A queda, no entanto, já é habitual. Junho é comparado a maio, mês do Dia das Mães, uma das datas mais fortes do calendário do varejo e dificilmente superada pelo Dia dos Namorados.

Já na comparação com junho de 2025, o comércio manteve resultado positivo, ainda que moderado. As vendas cresceram 0,90%, com destaque para livrarias e papelarias, que avançaram 12,63%, e lojas de departamentos, com alta de 11,19%.

Fonte: Assessoria

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