Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Futebol e viabilidade econômica estão em debate

NEGÓCIOS

Aporte de R$ 1 bi das bets representa apenas 7% das receitas de clubes brasileiros

Mesmo com o aumento expressivo, as receitas comerciais seguiram apenas como a terceira principal fonte de recursos das equipes

Apesar dos protestos de clubes brasileiros contra o eventual fim do patrocínio das bets no futebol brasileiro, as receitas oriundas das empresas de apostas online representam uma parte menor dentro dos orçamentos das principais equipes do país.

Em 2025, o patrocínio somado das bets aos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro somou cerca de R$ 1,03 bilhão, um crescimento de aproximadamente 66% em relação ao valor de R$ 618 milhões que havia sido aportado pelas empresas do setor no ano anterior, de acordo com levantamento da consultoria Convocados.

Ainda assim, o montante injetado pelas bets representou apenas 7,2% das receitas totais de R$ 14,3 bilhões dos times que compunham a elite do futebol brasileiro no ano passado.

Infladas pelo dinheiro das apostas, as receitas comerciais dos clubes da Série A alcançaram a marca de R$ 3,069 bilhões em 2025, contra R$ 2,262 bilhões no período anterior, uma alta de 35,6%.

Mesmo com o aumento expressivo, as receitas comerciais seguiram apenas como a terceira principal fonte de recursos das equipes. Elas ainda ficaram atrás da transferência de atletas, que somou R$ 3,915 bilhões, e dos direitos de transmissão, que alcançaram R$ 3,142 bilhões.

Ainda conforme o levantamento, o Flamengo, patrocinado pela Betano, era a equipe que tinha a maior dependência financeira do dinheiro oriundo das bets.

O contrato anual em um valor estimado de R$ 268 milhões representou cerca de 13,6% das receitas totais de R$ 1,973 bilhão do rubro-negro em 2025, em um ano em que a equipe carioca ainda teve a entrada de recursos impulsionada pela participação na Copa do Mundo de Clubes.

Em seguida vem o Vasco, com um contrato de R$ 70 milhões com a Betfair que correspondeu a cerca de 12,3% das receitas totais de R$ 570 milhões do cruz-maltino no período; e o Sport, com um acordo de R$ 22 milhões com a Betnacional que respondeu por aproximadamente 12% das receitas de R$ 183 milhões da equipe pernambucana.

Alguns dos principais clubes do país divulgaram um manifesto conjunto intitulado “O fim do futebol brasileiro”, em que expressaram sua preocupação com a eventual restrição ao patrocínio das bets, na esteira de discussões em Brasília para tentar minimizar o impacto sobre o orçamento das famílias.

Em São Paulo, há pelo menos sete projetos de restrição às bets no âmbito estadual e um no municipal, o PL 0560/2025, dos vereadores João Jorge (MDB), Adrilles Jorge (UNIÃO), Dra. Sandra Tadeu (PL), Lucas Pavanato (PL) e Sandra Santana (MDB).

De acordo com o texto, o PL proíbe a publicidade de apostas esportivas e jogos online em eventos esportivos e espaços públicos de São Paulo, sob pena de multa de R$ 50 mil, suspensão de licenças e restrições para novos eventos. A proposta prevê 90 dias para adequação, destina a arrecadação das multas para campanhas contra a ludopatia e exige ações educativas municipais, com foco em crianças e adolescentes.

O projeto está em tramitação interna pelas comissões da Câmara Municipal.

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) estima que eventuais restrições poderiam provocar cerca de R$ 9 bilhões em cortes nos investimentos do setor até o fim das licenças, em 2029, considerando publicidade em televisão, influenciadores e patrocínios esportivos.

“O PL que pretende restringir a publicidade das bets em São Paulo é uma medida de flagrante inconstitucionalidade e profunda contradição. Ao atingir empresas legalmente autorizadas pela União, a proposta não prejudica apenas os clubes paulistas, mas afeta toda uma cadeia econômica que inclui agências de publicidade, empresas de mídia, veículos de comunicação e outros fornecedores”, argumentou Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da ANJL.

Fonte: LUCAS BOMBANA - DA FOLHAPRESS

Compartilhe: