“As stablecoins representaram aproximadamente 80% do volume de criptoativos declarados no Brasil em 2025, segundo a Receita Federal. Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram declarados R$ 1,13 trilhão em transações envolvendo esses ativos, o equivalente a 71,7% do volume dos principais criptoativos. Esse crescimento mostra que as stablecoins já possuem casos de uso concretos no mercado brasileiro, que vão desde transferências de valor até pagamentos e transações internacionais.
Esses números também reforçam a importância de avançar com uma regulamentação que ofereça maior segurança ao mercado e, ao mesmo tempo, preserve espaço para novos usos e aplicações das stablecoins. O Brasil tem uma importante oportunidade de construir esse ambiente de forma equilibrada. No entanto, a proposta do Banco Central de permitir a retenção preventiva de até 24 horas para transferências superiores a US$ 10 mil destinadas a carteiras de autocustódia ou ao exterior não leva em consideração os mecanismos de monitoramento e prevenção a fraudes já adotados pelo setor, nem as características específicas das transações com stablecoins.
Embora alguns possam argumentar, em determinados momentos, que é necessário “desacelerar a inovação” para garantir que o crescimento do mercado de criptomoedas seja acompanhado por regras de proteção, controles e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, acreditamos que o desafio não é desacelerar a inovação, mas criar as condições para que ela avance de forma segura e sustentável. A Coinbase apoia uma regulamentação clara e proporcional, que ofereça segurança ao mercado sem criar barreiras desnecessárias para o futuro do dinheiro e da inovação.”















