Desenvolver um produto, organizar a produção, precificar cada item e vender e administrar o fluxo de caixa são processos empresariais, comerciais e industriais, mas que o Colégio Estadual Cívico-Militar (CECM) Sílvio Vidal, de Paranavaí, levou para o ambiente escolar para oportunizar que alunos vivessem na prática essa rotina.

(Foto: Ivan Fuquini)
O Sílvio Vidal promoveu nesta sexta-feira (10), a 1ª Feira Empreendedora e Mostra de Profissões. O evento contou a presença da UEM, Unifatecie, Unipar e Unespar, que apresentaram as opções de cursos do ensino superior, além do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que levou oportunidades de estágio.
Maria Aparecida dos Santos, diretora-geral do CECM Silvio Vidal, explicou que a feira foi pensada para ensinar o aluno desde o sexto ano a ser um empreendedor, e levar as universidades para dentro da escola foi uma forma de incentivar os estudantes a não parar no ensino médio.
“A gente percebe que a interação entre a feira e as mostras de curso se cumprimentaram, porque eles têm um momento de conhecer a aprendizagem dentro das universidades, mas tem aquele momento também de estar praticando o conhecimento que eles tiveram em sala de aula.”

(Foto: Ivan Fuquini)
A ideia da feira surgiu como uma forma de complementar a carga horária extracurricular dos alunos do curso técnico subsequente em Administração, que tem Ana Cristina de Oliveira como coordenadora.
Para ela, foi uma oportunidade importante para os alunos ficarem motivados com atividades fora da sala de aula. A coordenadora também destacou a participação das universidades.
Envolvido em toda a organização do evento, o professor Daniel Marques de Freitas, explicou que a realização da feira fez a escola pensar a educação para além da sala de aula.
“A gente pensou como trabalhar isso para eles poderem vivenciar um pouco da experiência de um administrador. Por ser um grande evento, que envolveu toda a comunidade, eles tiveram que ‘ralar’ para poder compreender toda a distribuição, logística, organizar os alunos, fazer ficha de inscrição, organizar os espaços e gerir.”
A professora de educação financeira e matemática Ana Carolina Borin de Oliveira Zotesso trabalhou diretamente com os estudantes na preparação para a feira. Ela afirmou que todo esse processo foi importante para eles aprenderem a lidar com o dinheiro.
“Eu falei pra eles desde o começo, ‘vocês não estão mexendo só com o dinheiro de vocês, vocês estão mexendo com o dinheiro de uma turma inteira, então precisam ter uma consciência muito grande com esse dinheiro’.”
Durante a feira, foi possível ver todo o empenho e empolgação dos alunos em seus espaços vendendo os produtos, que iam do cachorro-quente, doces, sucos até o bazar de roupas, e, possuíam valores variados. As formas de pagamento eram PIX ou dinheiro.
Anna Heloisa Souza, 16 anos, aluna do curso técnico em Administração, que além de vender cones de chocolate participou da organização, contou que foi uma experiência bem diferente na comunidade escolar, mas que todos envolvidos gostaram da ideia.

(Foto: Ivan Fuquini)
“É uma forma de aprender o empreendedorismo. Porque eu trabalho com uma loja de roupa, e é muito importante saber essa parte de vendas, a divulgação que a gente fez para esse trabalho acontecer”, disse
Os ensinamentos em sala aula e a preparação da feira já têm feito a diferença na rotina de alunos. Lucas Martins Uenobo, 17 anos, do curso técnico em Administração, que ajudou a organizar o evento e trabalha em uma loja de produtos naturais, é um dos exemplos.
“Eu consigo levar bastante para o controle do meu trabalho. Isso ajuda no mercado de trabalho, as pessoas às vezes querem ser empreendedoras e com isso já têm uma base, que a escola ensinou”, destacou.















