Sob o luar prateado,
A saudade pulsa descompassada,
Revolve meu ser,
Deixando a alma inquieta
e o coração apertado.
A dor cerrou as cortinas,
Você partiu…
E a tristeza fez morada.
Cabisbaixo, sigo por aqui,
Com a alma silenciada.
Um tênue pensamento
Rompe o silêncio e aflora,
Nítido, intenso, preciso…
Quero emergir dessa ausência,
Mas a saudade me ancora.
Diante desta lua,
Desfeito em dor,
Arfa meu peito,
Clamando por ti,
Na imensidão da saudade.
As imagens se sucedem
Num turbilhão alucinado
Revivo o tempo que passou,
Os dias ao teu lado
Os gestos, os sorrisos,
Os instantes partilhados.
Doces lembranças povoam
Os recantos do pensamento,
Dançam, leves, ao luar,
Embaladas pelo vento.
E a pergunta insiste:
Onde estás?
Em meus sonhos,
Ainda conseguimos dialogar,
Tua voz rompe a distância,
Tua presença vem me encontrar.
Mas, ao despertar,
O silêncio volta a envolver-me…
E resta, apenas,
A saudade…















