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A criatividade costuma ser tratada como um dom que nasce com alguns e desaparece com a idade. A neurociência aponta o contrário: ela é resultado da combinação de repertório acumulado, e o cérebro continua capaz de formar conexões novas em qualquer etapa da vida. Para a diretora pedagógica nacional do Supera - Estimulação Cognitiva, Patrícia Lessa, a criatividade não é um território reservado à infância nem à juventude. "Ao mesmo tempo que há um declínio da velocidade de processamento e da memória operacional com o envelhecimento, outras habilidades se fortalecem; os alunos mais velhos já têm uma vivência. A memória semântica (conteúdo), por exemplo, vai se ampliando", afirma. A explicação está na forma como o cérebro produz ideias. Segundo a neurociência, a criatividade resulta da combinação de atividades já registradas em diferentes partes do cérebro e não da atividade de um suposto "centro de criatividade". Quanto mais repertório acumulado, mais matéria-prima disponível para combinar. "O que fazemos, a variedade e a complexidade crescente do que fazemos em cada etapa da vida tem um impacto sobre o funcionamento do cérebro mais tarde. A forma como você trata seu cérebro hoje pode afetar seus anos de saúde mental e a sua capacidade criativa, não apenas hoje, mas também no futuro", explica Patrícia Lessa. O ponto central é que esse processo não se encerra na juventude. "Quando realizamos sempre as mesmas tarefas, o cérebro tende a economizar energia. Isso é natural, mas desafios inéditos são fundamentais para fortalecer a chamada reserva cognitiva, que ajuda o cérebro a lidar melhor com o envelhecimento", diz a diretora. A reserva cognitiva é o conjunto de recursos construídos ao longo da vida por meio da educação, da aprendizagem contínua, das atividades intelectuais, do trabalho e da convivência social. É ela que permite maior adaptação diante das mudanças próprias do envelhecimento. E é também o que sustenta a flexibilidade de pensamento. "Nosso cérebro precisa de novidade, variedade e grau de desafio crescente. Quando ele é estimulado da forma correta, consegue dar melhores respostas. No caso das crianças, a resposta é mais desempenho escolar, para adultos, uma aprovação em um concurso público e melhor desempenho no trabalho. Já para os idosos, a estimulação cognitiva oferece ganhos significativos em memória, concentração, raciocínio e reserva cognitiva", afirma Patrícia. Assim, exercitar a mente mostra-se o melhor caminho para garantir que a criatividade continue sendo uma ferramenta ativa em qualquer etapa da vida.

REFLEXÃO

O cérebro de 70 anos ainda pode aprender a pensar de um jeito que nunca pensou

A criatividade costuma ser tratada como um dom que nasce com alguns e desaparece com a idade. A neurociência aponta o contrário: ela é resultado da combinação de repertório acumulado, e o cérebro continua capaz de formar conexões novas em qualquer etapa da vida.  

Para a diretora pedagógica nacional do Supera – Estimulação Cognitiva, Patrícia Lessa, a criatividade não é um território reservado à infância nem à juventude. “Ao mesmo tempo que há um declínio da velocidade de processamento e da memória operacional com o envelhecimento, outras habilidades se fortalecem; os alunos mais velhos já têm uma vivência. A memória semântica (conteúdo), por exemplo, vai se ampliando”, afirma.

A explicação está na forma como o cérebro produz ideias. Segundo a neurociência, a criatividade resulta da combinação de atividades já registradas em diferentes partes do cérebro e não da atividade de um suposto “centro de criatividade”. Quanto mais repertório acumulado, mais matéria-prima disponível para combinar.

“O que fazemos, a variedade e a complexidade crescente do que fazemos em cada etapa da vida tem um impacto sobre o funcionamento do cérebro mais tarde. A forma como você trata seu cérebro hoje pode afetar seus anos de saúde mental e a sua capacidade criativa, não apenas hoje, mas também no futuro”, explica Patrícia Lessa.

O ponto central é que esse processo não se encerra na juventude. “Quando realizamos sempre as mesmas tarefas, o cérebro tende a economizar energia. Isso é natural, mas desafios inéditos são fundamentais para fortalecer a chamada reserva cognitiva, que ajuda o cérebro a lidar melhor com o envelhecimento”, diz a diretora.

A reserva cognitiva é o conjunto de recursos construídos ao longo da vida por meio da educação, da aprendizagem contínua, das atividades intelectuais, do trabalho e da convivência social. É ela que permite maior adaptação diante das mudanças próprias do envelhecimento. E é também o que sustenta a flexibilidade de pensamento.

“Nosso cérebro precisa de novidade, variedade e grau de desafio crescente. Quando ele é estimulado da forma correta, consegue dar melhores respostas. No caso das crianças, a resposta é mais desempenho escolar, para adultos, uma aprovação em um concurso público e melhor desempenho no trabalho. Já para os idosos, a estimulação cognitiva oferece ganhos significativos em memória, concentração, raciocínio e reserva cognitiva”, afirma Patrícia.

Assim, exercitar a mente mostra-se o melhor caminho para garantir que a criatividade continue sendo uma ferramenta ativa em qualquer etapa da vida. 

Fonte: Assessoria

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