Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:
Audiência pública debateu a importância das políticas públicas de incentivo às energias renováveis. Foto: Orlando Kissner/Alep

TRIBUTOS E REGULAÇÃO

Desafios do crescimento das energias renováveis são tema de audiência na Alep

Trajano Budola

Assessoria Alep

A Assembleia Legislativa do Paraná promoveu na manhã desta segunda-feira (8) uma audiência pública para debater questões tributárias e regulatórias sobre as energias renováveis no estado. Representantes do setor produtivo e do Governo do Estado expuseram posições divergentes sobre o tema, principalmente a geração de energia solar fotovoltaica.

Para o presidente da Cooperativa de Energias Renováveis do Paraná (Sinergi), João Batista Garcia Filho, o estado tem o pior tratamento tributário sobre energias renováveis do país. “Somos o único estado onde incide ICMS sobre a bandeira tarifária, o que é proibido pela legislação do setor”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo da audiência foi chamar a atenção sobre a necessidade de um alinhamento de políticas públicas. “Temos bancos de fomento e entidades do Estado incentivando a implantação do fotovoltaico e demais sistemas de geração e a Secretaria da Fazenda impondo um regime tributário muito oneroso para a atividade”, explicou.

A crítica foi acompanhada pela coordenadora regional da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Liciany Ribeiro. “O Paraná é o único estado, junto com Santa Catarina, em situação tributária que desincentiva a energia solar. É importante mostrar à população que a adesão ao Confaz faz incidir impostos às suas contas de luz”, disse.

Liciany se referia à adesão do Paraná ao convênio ICMS nº 16/2015, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), do Ministério da Economia, que isenta operações internas de energia elétrica por fontes renováveis. A medida vale para micro e mini geração com potência instalada de até 1 megawatt (MW).

O Paraná aderiu à proposta em julho de 2018 e a validade da isenção foi definida para 48 meses. O Paraná e Santa Catarina foram os únicos estados da Federação a limitar o benefício previsto no convênio.

O pedido das entidades ao Governo do Estado é, além da prorrogação do prazo do convênio, ampliar a isenção do ICMS às micro e mini geradoras que produzam até 5 MW, como seria aplicado por outros estados mais bem colocados em relação às energias renováveis. O Paraná ocupa hoje a sexta posição no ranking da geração distribuída de energia solar.

De acordo com Aldo Hey Neto, chefe do setor de comunicação e energia elétrica da Secretaria Estadual da Fazenda (SEFA), o Estado aplica benefícios e isenções em áreas de produção. “Como basicamente todos os produtos da pauta agropecuária têm isenção ou redução de tributação na saída, há um diferimento da energia elétrica para o produtor rural, que funciona como um redutor geral”, exemplificou.

Ele citou também programas como o Energia Solidária, para pessoas em situação de vulnerabilidade. “A conta dos mais pobres é subsidiada”, disse. Aldo Hey falou ainda do Renova Paraná e isenção fiscal a igrejas e templos de culto de forma irrestrita.

Sobre o convênio do Confaz, ele afirmou que todas as entidades e produtores na micro e mini geração que solicitarem a isenção poderão obtê-la. “A isenção é contínua para a unidade consumidora que assim pleitear”, explicou. “Quem se cadastrar hoje terá a isenção por 48 meses”, reafirmou. Segundo Aldo, o benefício é vigente pelo período que foi definido no convênio paranaense.

Já sobre a afirmação do presidente da Sinergi a respeito do tratamento do Estado à produção de energias renováveis, Aldo Hey afirmou que a bandeira tarifária, quando não existe escassez hídrica, não sofre tributação. “Para qualquer benefício fiscal que resulte em redução de tributação, os estados devem participar do processo federal e a incorporação desta legislação deve ser rígida”, frisou.

Para o presidente da Sociedade Civil Organizada do Paraná (Socipar), Demerval Silvestre, o momento de discussão é oportuno para atrair novos investimentos ao estado. “A região Noroeste do Paraná tem o maior índice de radiação solar do Sul do Brasil. Precisamos transformá-lo no maior produtor de energias renováveis, com legislação muito clara sobre o tema”, concluiu.

Compartilhe: