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Baixa umidade do solo comprometeu as lavouras da região e dificultou o trabalho dos produtores Foto: Arquivo DN

AGRICULTURA

Estiagem atrasa plantio de mandioca e tendência é de redução das lavouras no próximo ano

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Em condições de normalidade, o plantio de mandioca é feito entre junho e julho, mas a longa estiagem que afeta o Sul do País atrasou o processo e muitos produtores só estão conseguindo agora. Ainda é cedo para avaliar os efeitos práticos da mudança de comportamento, mas a tendência é que haja redução da área de cultivo em 2022, avalia o presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, Ivo Pierin Junior.

A escassez de chuva tem refletido de maneira significativa nas lavouras de mandioca da região, empurrando os custos da colheita para cima. Houve diminuição da oferta e, consequentemente, elevação nos preços ao produtor. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), entre os dias 23 e 27 de agosto, o mandiocultor paranaense recebeu em média R$ 484 por tonelada de mandioca posta na indústria, aumento de 2,4% em relação à semana anterior. Na comparação com agosto de 2020, o valor é 42% maior.

O economista Methodio Groxko, da Divisão de Conjuntura Agropecuária da Seab, informa que a indústria também é afetada diretamente. “A menor oferta de matéria-prima para as indústrias de fécula e de farinha aumenta a ociosidade da capacidade instalada.” No final de agosto, o parque industrial operava com menos da metade do potencial.

Pela análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com a oferta abaixo das expectativas, muitas fecularias continuaram com dificuldades para manter a moagem. Algumas, inclusive, seguiram se abastecendo em regiões mais distantes.

Pierin Junior confirma que as indústrias estão operando abaixo do normal e aponta uma sucessão de fatores. A seca comprometeu as lavouras e fez diminuir a oferta de raiz no mercado, elevando os preços. Isso tirou a competitividade dos derivados de mandioca frente a outros produtos, por exemplo, os grãos.

Estabilização – Segundo o presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, o mercado ainda não absorveu as elevações dos preços, mas a expectativa é que se adapte e estabilize. Ele diz que apesar do volume pequeno, as chuvas que caíram nos últimos dias trouxeram alívio para os produtores que não estava conseguindo colher. Assim, é possível que a oferta de raiz melhore.

 

Situação no campo interferiu na produção industrial, chegando a operar com menos da metade do potencial
Foto: Arquivo DN

 

Ivo Pierin Junior destaca que apesar do volume baixo, chuvas dos últimos dias trouxeram alívio para os produtores
Foto: Arquivo DN
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