Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:

MERCADO-FINANCEIRO

Dólar salta acima de R$ 5,30 com aversão global a risco

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar iniciava a semana com fortes ganhos, operando confortavelmente acima da marca de R$ 5,30 em segunda-feira (26) marcada por aversão a risco no exterior, enquanto, no Brasil, a reta final da corrida eleitoral colaborava para a cautela de investidores.
Às 9h04 (de Brasília), o dólar à vista avançava 1,38%, a R$ 5,3208 na venda.
Na B3, às 9h04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,08%, a R$ 5,3255.
Na madrugada desta segunda na Ásia, a libra esterlina caiu 4,7% ante o dólar, o menor nível da história, em reação ao maior pacote de corte de impostos em 50 anos, anunciado pelo novo ministro das Finanças do Reino Unido, Kwasi Kwarteng.
Na sexta-feira (23), o dólar disparou contra o real, acompanhando movimento de forte aversão a risco nos mercados financeiros internacionais conforme a perspectiva de juros crescentes nas principais economias alimenta temores de recessão. O pessimismo provocou queda generalizada das Bolsas e o petróleo desceu ao seu menor preço desde janeiro.
No câmbio brasileiro, o dólar comercial à vista avançou 2,64%, a R$ 5,2480 na venda. Apesar da desvantagem nesta sexta, o real ainda acumula cerca de 6% de ganhos sobre o dólar em 2022.
Na comparação com as principais moedas mundiais, a americana saltou 1,5%. Isso ampliou para 18% a vantagem da divisa dos Estados Unidos sobre essa cesta de moedas neste ano.
A força do dólar ainda levou o euro a renovar a sua menor cotação diária frente à divisa americana em 20 anos. A moeda comum europeia terminou o dia valendo US$ 0,9695.
Dia após dia o euro vem caindo e, desde o início do ano, já perdeu mais de 14% do seu valor em relação ao dólar.
No mercado de câmbio doméstico, o euro comercial subiu 1,11% frente ao real nesta sexta, cotado a R$ 5,0875.
Na Bolsa de Valores do Brasil, o índice Ibovespa mergulhou 2,06%, aos 111.716 pontos. O mercado local acompanhou os tombos das principais Bolsas. A de Nova York caiu 1,72%, considerando a variação do indicador de referência S&P 500.
Parte importante da queda da Bolsa brasileira pode ser atribuída ao tombo de 6,26% das ações da Petrobras, uma das empresas com maior peso na composição do Ibovespa.
A estatal petrolífera foi prejudicada pela forte desvalorização da matéria-prima que produz. O preço do petróleo Brent, referência para esse mercado, afundou 4,67%. A cotação de US$ 86,23 (R$ 450,56) por barril é a menor desde janeiro deste ano.
Diferente do que ocorreu nas principais Bolsas nesta semana, porém, o mercado acionário doméstico obteve uma alta semanal de aproximadamente 2,23%. Nova York acumulou queda de 4,65% em cinco dias. O índice que acompanha 50 grandes empresas da Europa tombou 4,42. Hong Kong perdeu 4,34%.
Analistas atribuem a resistência do Ibovespa e do real à percepção de investidores de que a política monetária brasileira está obtendo sucesso no controle da inflação, embora permaneça no radar do mercado o risco fiscal provocado pelo aumento de gastos públicos do governo federal às vésperas da eleição.
Na semana passada, o Banco Central do Brasil confirmou o fim do ciclo de aumento da taxa básica de juros, embora o país ainda esteja longe de atingir suas metas de inflação. O BC manteve o patamar de 13,75% ao ano para a Selic.
Nos Estados Unidos, porém, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) confirmou a terceira forte elevação seguida de 0,75 ponto percentual no custo do crédito, sem dar sinais de que a batalha contra a inflação está perto do fim.
Esse contexto também justifica a queda da taxa de câmbio no Brasil, enquanto o dólar ganhou força em relação às principais moedas.

Compartilhe: