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O agroindustrial Gilberto Pratinha

PARANAVAÍ

Homenageado da Aciap ajudou na mudança do perfil econômico da região

O viveirista, produtor rural e agroindustrial José Gilberto Pratinha, que será homenageado pela Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap), foi um dos responsáveis pela mudança do perfil econômico da região, com a implantação da citricultura comercial no início dos anos 90. Na época, a região vivia talvez a sua crise econômica mais aguda ainda consequência da grande geada de 1975, que dizimou os cafezais do Norte e Noroeste do Paraná. O fenômeno provocou o empobrecimento e o esvaziamento populacional da região.

Gilberto Pratinha vai receber, no dia 18 de novembro, a Comenda Aciap Gralha Azul. Será o primeiro homenageado com esta comenda, criada este ano. A entrega vai acontecer durante o Jantar do Empresário, que volta remodelado e com mais atrações.

A concessão da Comenda, de acordo com o regulamento da homenagem, deve ser feita a “pessoas (…) que atingiram reconhecimento público das suas atividades com postura ética no desenvolvimento do trabalho que impactou positivamente a economia de Paranavaí”. Diz ainda que “os homenageados deverão ter comprovada a participação na vida comunitária”.

 

Gilberto pratinha – No final dos anos 80, lideranças políticas, rurais e empresariais começaram a trabalhar pela implantação da citricultura, atividade que, assim como o café, exige muita mão-de-obra e suas lavouras são perenes. Mas a época surgiu um problema: apareceram na cidade vários vendedores de mudas de citros, a maioria clandestinos, cujos brotos não tinha comprovação fitossanitária, o que poderia comprometer os futuros pomares.

Foi neste cenário que, em 1990, Gilberto Pratinha chegou a Paranavaí, para, junto com o irmão Antônio, implantar o primeiro viveiro particular de citros. O primeiro, público, também foi implantado pelos irmãos Pratinha.

Rapidamente, Gilberto reconheceu o potencial e a capacidade da região para a cultura de laranja, e, no ano seguinte, os irmãos fizeram o primeiro contrato de arrendamento de terras para plantio de citros e implantaram um pomar com 19 mil pés de laranja numa área de 20 alqueires.

Em 1999, os irmãos, junto com o primo Paulo Alves Pratinha, que se tornara sócio, e 54 produtores de laranja criaram a Citri Agroindustrial, que começou a funcionar no ano seguinte, com capacidade para esmagar 2 milhões de caixas de laranja (40,8 quilos), produzindo suco concentrado para exportação. Ao longo dos anos, a empresa chegou a processar 5 milhões de caixas de laranja/ano.

Os negócios prosperaram e a Família Pratinha ampliou seus pomares em fazendas próprias e arrendadas. Paralelamente, começou a plantar mandioca e, em 2005, junto com mais 34 produtores da raiz, instalou a CM3 Cooperativa Agroindustrial para a produção de fécula.

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