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Fortunato Victor Muinza visitou o Diário do Noroeste e falou sobre estudos e trabalho Foto: Ivan Fuquini

MISSÃO

No Brasil desde 2016, angolano transmite mensagens de amor e alegria

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

Desde 2016 Fortunato Victor Muinza tem viajado pelo Brasil. No Nordeste, passou por Sergipe, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Bahia. Na Região Sudeste, conheceu São Paulo e Rio de Janeiro. Foi a Brasília, no Estado de Goiás, acrescentando aos destinos o Centro-Oeste. Também fez parada no Rio Grande do Sul e agora está no Paraná.

O angolano de 30 anos de idade chegou a Paranavaí esta semana. Visitou o Diário do Noroeste para falar da missão que assumiu quando viajou para o Brasil: anunciar mensagens de amor e alegria. Ele coloca o sorriso no rosto e vai.

Muinza é formado em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e em Arqueologia pelo Instituto Setead Educacional – Seminário de Educação Teológica Kerigma Didache. O projeto que desenvolve no Brasil soma pontos para bolsas de estudos, mas como já concluiu o curso de Teologia, pretende utilizar a bonificação para ajudar um amigo que está em Maringá, também vindo de Angola.

O missionário pretende visitar autoridades, lideranças comunitárias, empresários e moradores. Explica que o intercâmbio sociocultural proporciona conversas que são verdadeiras trocas de experiências. Fala sobre saúde espiritual e física, família, educação. Responde perguntas relacionadas à terra natal.

Ele nasceu em Luanda, capital angolana, em um bairro chamado Boa Vista; assim mesmo, em português. O país africano também foi colonizado por Portugal, por isso tem o mesmo idioma oficial do Brasil. Aqui, a independência foi proclamada em 1822. Por lá, o reconhecimento como país livre veio mais de um século e meio depois, em 1975.

O sistema de educação em Angola é deficitário comparado ao do Brasil. “Aqui é muito mais desenvolvido.” Da mesma forma, as condições de infraestrutura e saneamento são precárias. A qualidade de vida está longe da ideal. Muinza diz que não existe água canalizada. Não tem chuveiro. A primeira vez que comeu pizza foi por aqui.

Por isso mesmo decidiu fazer o intercâmbio, mesmo tendo de ficar longe da família. Nestes mais de seis anos, não voltou para Angola, mas pretende fazê-lo assim que possível.

Muinza afirma que permanecerá em Paranavaí até o final de janeiro, então seguirá para Maringá, onde encontrará o conterrâneo. Se tudo correr bem, acumulará os pontos necessários para que o amigo mantenha a bolsa de estudos.

Depois de enfrentar muitas dificuldades no Brasil, sendo expulso de alguns lugares e até mesmo dormindo na rua, o visitante garante que está devidamente acomodado em Paranavaí.

Na conversa com o Diário do Noroeste, Muinza cita o Instituto Vida, ao qual é vinculado, mas o DN não conseguiu contato com a instituição.

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