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Edvânia Ângela de Souza é assistente social e professora associada ao Departamento de Serviço Social da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), Unesp-Franca

REFLEXÃO

A classe trabalhadora sob o domínio dos algoritmos

A promessa de inovação, eficiência e progresso que envolve a Indústria 4.0 pode esconder um custo social alto e cada vez mais sentido por quem está na base do sistema produtivo. Em meio à aceleração das tecnologias digitais, à expansão da inteligência artificial e à consolidação das plataformas de trabalho, Capitalismo e Indústria 4.0: consequências para a classe trabalhadora surge como uma obra urgente para compreender esse cenário e questionar o mito do progresso tecnológico neutro.  

Organizado pela doutora em Serviço Social Paula Vidal, e pelas assistentes sociais Edvânia Ângela de Souza e Maria Liduína de Oliveira e Silva, o livro reúne pesquisadoras e pesquisadores do Brasil, do Chile e de outros países, ancorados na tradição crítica marxista e no pensamento social latino-americano. A partir de pesquisas acadêmicas e análises empíricas, os autores demonstram que as inovações digitais não são neutras: elas estão profundamente subordinadas às estratégias de acumulação, controle e exploração do capitalismo contemporâneo. 

Paula Vidal Molina é doutora em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pós-doutorada em Estudos Latino-Americanos TrAndes-Freie Universitat Berlin, Alemanha, doutora em História pela Universidade de La Plata, Argentina
Maria Liduína de Oliveira e Silva é assistente social e docente do Curso de Serviço Social e do Programa de Pós-graduação em Serviço Social e Políticas Sociais da Unifesp-Baixada Santista. Pró-Reitora adjunta de Graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Os especialistas examinam como a digitalização da economia intensifica a precarização do trabalho, amplia jornadas, aprofunda desigualdades de classe, raça e gênero e redefine formas de dominação no século XXI. Ao discutir temas como uberização, colonialismo digital, racismo algorítmico e financeirização, explicam como a Indústria 4.0 amplia a captura do tempo, dos corpos e dos dados, convertendo tecnologia em instrumento de superexploração, especialmente nos países da periferia do capital. 

Com contribuições de nomes de referência internacional, como Ursula Huws, Ricardo Antunes, Adrián Sotelo Valencia e Dasten Julián-Vejar, o livro reúne teoria e análise concreta para mostrar como plataformas digitais, algoritmos e big techs remodelam o mundo do trabalho e a própria vida em sociedade. Ao abordar também o papel do Estado, das contrarreformas trabalhistas e das políticas públicas, os autores deixam claro que a tecnologia não apenas transforma a produção, mas também redefine direitos e formas de proteção social. 

Além do diagnóstico crítico, o livro dialoga diretamente com o campo do Serviço Social e com as políticas públicas, ao situar a profissão no centro das transformações coletivas no presente. Nesse sentido, a obra não se limita a descrever o agora: ela convoca à reflexão, à resistência e à ação coletiva, recolocando o trabalho no centro do debate sobre tecnologia, desenvolvimento e democracia. 

Essencial para pesquisadores, estudantes, profissionais das ciências sociais e também para trabalhadores e militantes interessados em compreender os impactos reais da Indústria 4.0, Capitalismo e Indústria 4.0: consequências para a classe trabalhadora oferece uma leitura rigorosa sobre as contradições do capitalismo digital e seus custos sociais. 

Ficha técnica  

Título: Capitalismo e Indústria 4.0: Consequências para a classe trabalhadora 
Organizadoras: Paula Vidal, Edvânia Ângela de Souza e Maria Liduína de Oliveira e Silva 
ISBN: 978-65-5555-642-1  
Formato: 16 x 23 cm 
Páginas: 160  
Preço: R$ 91,00 
Onde encontrar: Amazon 

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