A olericultura paranaense demonstra força com a cultura da abóbora, que em 2025 movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 106,5 milhões no Estado. Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana, a cultura está presente em 330 dos 399 municípios paranaenses, totalizando uma colheita de 50,7 mil toneladas em uma área de 2,8 mil hectares.
A região de Curitiba lidera a produção, respondendo por 33,9% dos indicadores estaduais, seguida por Jacarezinho (12,6%) e União da Vitória (9,5%). No atacado da Ceasa de Curitiba, o quilo da abóbora seca é cotado a R$ 2,50, valor 25% superior ao registrado em março de 2025.
Para o agrônomo do Deral, Paulo Andrade, a cultura da abóbora está distribuída em todo Paraná, representando uma força na pequena e média atividade rural, e contribui para a diversificação das atividades do campo. “É um produto que tem apresentado uma relativa estabilidade de preços, dando a possibilidade de, nesse processo de diversificação da propriedade, ofertar um produto que tem diversos usos, inclusive na culinária”, diz.

Foto: IDR-Paraná
Proteínas
O setor de proteína animal também apresenta movimentações relevantes, com a suinocultura brasileira fechando 2025 com recordes históricos de produção (5,598 milhões de toneladas) e exportação. Em contrapartida, o setor lácteo no Paraná enfrenta retração nos preços. O litro pago ao produtor teve um valor médio de R$ 2,11 em fevereiro. No âmbito da pesca, o destaque é a normalização das atividades para espécies nativas no estado após o encerramento do período de defeso (Piracema), o que ocorreu no último dia 28 de fevereiro.
Projeções
Conforme o boletim, as projeções para o decorrer do ano de 2026 permanecem otimistas para o agronegócio estadual, com expectativa de novos recordes na produção de carnes e continuidade no plantio da segunda safra de milho, que já atinge 62% da área estimada. O cenário é de ajuste estratégico, onde o Paraná compensa a perda de área em algumas culturas de inverno, como o trigo, com o fortalecimento de seu parque moageiro e a consolidação de mercados de nicho e hortifrutigranjeiros de alta capilaridade.




