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Soja figura entre os alimentos que poderão ter maior impacto positivo - Foto: Gilson Abreu/AEN

EXPORTAÇÃO

Agro do Paraná vai acessar 451 milhões de consumidores com acordo Mercosul–EU

Novo cenário deve resultar em aumento das exportações e, consequentemente, mais recursos circulando na economia estadual, com geração de renda e empregos

Por causa da sua base produtiva diversificada e competitiva, a agropecuária do Paraná tem potencial para ampliar o acesso a mercados internacionais com a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. De acordo com levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, os produtos paranaenses devem fortalecer a presença internacional.

Em 2025, somente em produtos agropecuários, o Paraná exportou 4,2 milhões de toneladas para a União Europeia, o que rendeu mais de US$ 2 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Entre os principais produtos da relação comercial do Paraná com a União Europeia estão o complexo soja, milho e derivados; carnes (aves, suínos e bovinos); café (em grãos e solúvel); frutas, hortaliças, produtos agroindustriais, além de itens de maior valor agregado, como sucos, processados e alimentos industrializados. A expectativa é ampliar essa quantidade nos próximos anos.

“Esse acordo vai permitir a continuidade do crescimento do agro do Paraná, impulsionando ainda mais o desenvolvimento do setor nos próximos anos. Isso deve resultar em aumento das exportações e, consequentemente, mais recursos circulando na economia estadual, com geração de renda, empregos e investimentos nas cadeias produtivas paranaenses”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “O Paraná está em posição estratégica para aproveitar oportunidades no mercado europeu, principalmente em função da capacidade e da qualidade dos nossos produtores rurais”, complementa.

Entre os principais impactos para o setor agropecuário paranaense está a ampliação do acesso ao mercado europeu, especialmente com a redução dos custos de exportação de produtos do complexo soja (grãos e farelo), produtos florestais, carnes, café, açúcar e etanol.

Outro efeito envolve o ganho de competitividade no longo prazo. Com tarifas reduzidas, os produtos tendem a ampliar a participação no mercado europeu, concorrendo em melhores condições com outros grandes exportadores, como os Estados Unidos. De forma progressiva, o bloco europeu deve retirar as taxas sobre 92% das exportações do Mercosul.

Desafios

Por outro lado, o acordo impõe desafios, segundo o Sistema Faep. A necessidade de conformidade com regras fitossanitárias e ambientais europeias exige o fortalecimento de práticas de rastreabilidade, certificação e sustentabilidade. Embora essas exigências possam elevar os custos de produção, a adequação tende a agregar valor às exportações brasileiras.

“A nossa agropecuária já apresenta ganhos de escala, eficiência produtiva e elevados padrões sanitários. Ou seja, esse perfil coloca o Paraná em posição estratégica para aproveitar as novas oportunidades decorrentes do acordo comercial, que amplia o acesso a mercados de maior renda”, afirma Meneguette.

Em um cenário de concentração das exportações paranaenses para a Ásia, especialmente a China, o acesso ampliado ao mercado europeu representa uma oportunidade estratégica para diversificar mercados, principalmente com alto poder de compra, e reduzir futuros riscos comerciais.

“O produtor rural vai precisar de políticas públicas que ajudem a diluir os custos futuros para adequação. Vamos trabalhar junto aos governos estadual e federal para desenvolver mecanismos que auxiliem os nossos produtores rurais”, destaca Meneguette.

Ainda, o Sistema Faep ressalta que os benefícios não serão automáticos. A concretização dos ganhos dependerá da capacidade de produtores e agroindústrias atenderem às exigências previstas no acordo. Paralelamente, o Paraná e o Brasil vão precisar investir em instrumentos adequados de crédito rural, seguro rural e infraestrutura logística.

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