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Movimento deve aumentar ainda mais com a aproximação do início do ano letivo - Foto: Ivan Fuquini
Movimento deve aumentar ainda mais com a aproximação do início do ano letivo - Foto: Ivan Fuquini

PREPARATIVOS

Antecipação da compra de material escolar aumenta movimento em papelarias de Paranavaí 

Com foco em economizar, consumidores iniciaram a pesquisa de preços ainda nos primeiros dias de janeiro

Monique Manganaro

Da Redação

Enquanto muitos ainda curtem o recesso de Ano Novo, pais e mães com filhos em idade escolar já começaram a pensar na lista de materiais para a volta às aulas. A pesquisa pelos melhores preços, os orçamentos e a busca por novidades do setor têm levado os consumidores às papelarias da cidade com semanas de antecedência. 

Ainda nos primeiros dias de janeiro, Rodolfo Bazani, proprietário de uma loja do segmento em Paranavaí, viu o movimento crescer surpreendentemente. “Nós tivemos um acréscimo de vendas até no mês de dezembro. E realmente, desde então, o movimento para nós já está excelente. No WhatsApp, muita gente fazendo o orçamento, tendo uma noção, um teto para poder fazer o investimento no material escolar”, afirma. 

Rodolfo Bazani, proprietário de uma papelaria em Paranavaí, diz que o movimento neste início de ano está surpreendente
Foto: Ivan Fuquini

O número de consumidores na loja é grande, mas deve aumentar muito com a aproximação do início do ano letivo. De acordo com o empresário, a projeção é que as vendas na papelaria cresçam 10% em 2026, desconsiderando a inflação. “A gente costuma falar, em tom de brincadeira, que o Natal da papelaria acontece em janeiro.”

A preocupação em se antecipar nas compras revela o desejo de parte dos consumidores em economizar diante do aumento de preços. Segundo Bazani, o reajuste pode chegar a até 8% em determinados produtos da lista de material escolar. “Não é para todos os itens. Alguns mantiveram o preço do ano passado, mas esse aumento é normal devido à inflação”, explica. 

O acréscimo é sentido na prática por Suelen Cristina Rossetto, moradora de Nova Esperança que buscava em Paranavaí preços mais atrativos para realizar as compras. A pesquisa realizada por ela nesta terça-feira (6) comprovou que os preços estão mais elevados em relação ao ano passado. 

A consumidora visitou diferentes papelarias e não encontrou grandes variações. “Está bem disputado, um pouco mais caro que ano passado”, declara. A análise detalhada também auxilia na conquista de melhores condições de pagamento, segundo ela. Com duas listas de material escolar para suprir, Suelen pretende apostar no pagamento à vista para obter maior desconto. 

Suelen Cristina Rossetto é moradora de Nova Esperança e realizou pesquisa de preços em Paranavaí
Foto: Ivan Fuquini
Reaproveitamento pode gerar economia

Determinados itens da rotina do estudante precisam ser repostos anualmente. Papel sulfite, cadernos e até a massinha de modelar, quando exigidos em grandes quantidades, inflam o preço final da lista e não abrem condições para substituição. 

A saída, então, é encontrar alternativas para economizar. Reaproveitar materiais do ano anterior pode ajudar a diminuir o preço final da compra. É o caso de bolsas e estojos, dois dos produtos que mais pesam no bolso do consumidor e podem ser reutilizados quando em boas condições. 

A compra coletiva é outra opção. Uma cartilha divulgada pelo Procon-PR recomenda que os pais criem grupos para realizar compras em maiores quantidades com o objetivo de conseguir descontos especiais. 

A estratégia pode auxiliar, inclusive, na conquista de um parcelamento mais suave. De acordo com Rodolfo Bazani, dependendo do valor da negociação da lista, a papelaria oferece um percentual de desconto até mesmo para compras parceladas. 

Atenção à lista

O Procon-PR pede que os pais fiquem atentos aos pedidos das listas de material escolar. Segundo o órgão de defesa do consumidor, instituições de ensino não podem solicitar materiais de uso coletivo aos alunos. “Canetas para quadro branco, produtos de limpeza, papel higiênico, copos, material de escritório para uso da escola, entre outros. Todos esses custos devem estar incluídos no cálculo do valor da anuidade ou semestralidade”, orienta o documento. 

Também fica proibida a imposição de compra de itens de marcas específicas ou indicação de lojas de preferência da instituição. “O consumidor tem o direito de buscar os melhores preços e condições de pagamento e é sempre aconselhável fazer uma pesquisa comparativa antes da compra”, recomenda o órgão. 

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