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PARALIMPÍADAS-ATLETISMO

Aos 42, na quinta tentativa, brasileira é ouro enfim

ANDRÉ FONTENELLE

DA FOLHAPRESS

Jerusa Geber dos Santos, 42, confirmou o favoritismo e conquistou finalmente sua primeira medalha de ouro paralímpica, na quinta participação. Ela venceu os 100 metros rasos, classe T11 (deficiência visual), em 11s83, nesta terça-feira (3), no Stade de France.

Nas semifinais, ela já tinha quebrado o próprio recorde mundial em 0s03, com a marca de 11s80. Seu atleta-guia foi Gabriel Garcia.

Até então, Jerusa tinha duas medalhas de prata (100 e 200 metros em Londres-2012) e duas de bronze (200 metros em Tóquio-2020 e Pequim-2008). Em Mundiais, porém, tem quatro ouros individuais e um em revezamento.

A acreana de Rio Branco, moradora de Presidente Prudente, nasceu cega, recuperou parte da visão com cirurgias, mas perdeu totalmente a visão aos 18 anos. No ano seguinte, começou a praticar atletismo.

A outra brasileira na final, Lorena Spoladore, ficou em terceiro com o tempo de 12s14. Seu atleta-guia foi Renato Ben Hur Oliveira.

Minutos depois, Rayane Soares da Silva ficou com a prata nos 100 metros T13, também para deficientes visuais. Sua marca de 11s78 foi um centésimo melhor que o recorde mundial anterior, mas insuficiente para superar Lamiya Valiyeva, do Azerbaijão, que estabeleceu nova marca com 11s76.

Foi a segunda medalha de ouro do Brasil no dia, após a conquistada pela manhã por Yeltsin Jacques nos 1.500 metros, na mesma classe de Jerusa, a T11. Ele quebrou o recorde mundial, com 3min55s82. Na mesma prova, Júlio César Agripino ficou com o bronze. Os dois “inverteram” o pódio dos 5.000 metros, quando Agripino foi ouro, e Jacques, bronze.

Os dois, que são rivais, brincaram com a troca de papéis. “Ficou no 1 a 1, né?”, comentou Agripino. Tanto Yeltsin quanto Agripino exaltaram o trabalho dos atletas-guias, respectivamente Guilherme dos Anjos e Micael Santos.

Mais uma medalha para o Brasil, de prata, veio pela manhã no lançamento do dardo F56 (competidores sentados), com Raíssa Machado. Ela repetiu o resultado de Tóquio, três anos atrás.

No tênis de mesa, Bruna Alexandre conquistou o bronze individual na classe W10 (andantes).

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