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Seleção na Neo Química Arena em treinamento para as eliminatórias Foto: Rafael Ribeiro/CBF

ESTÁDIOS

Após Copa no Brasil, seleção abandona cidades que não foram sedes

Brasil fez 41 apresentações em território nacional de 2015 a 2024, entre amistosos e jogos das Eliminatórias e da Copa da América. Foram 39 partidas -95% do total- nas 12 cidades-sedes do Mundial de 2014

LUCAS BOMBANA

DA FOLHAPRESS

Ao enfrentar o Paraguai nesta terça-feira (10), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, na Neo Química Arena, a seleção brasileira reforçou uma tendência observada durante os últimos dez anos. A equipe nacional tem usado preferencialmente estádios novos ou reformados em cidades que serviram como sede da Copa de 2014.

O movimento não chega a surpreender e reflete a busca da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por arenas modernas, logística mais favorável em meio ao calendário apertado e maximização dos lucros. Mas acaba distanciando o time verde-amarelo de torcedores em regiões que não contam com essas estruturas.

O Brasil fez 41 apresentações em território nacional de 2015 a 2024, entre amistosos e jogos das Eliminatórias e da Copa da América. Foram 39 partidas -95% do total- nas 12 cidades-sedes do Mundial de 2014. Apenas Goiânia e Belém conseguiram furar a bolha nesse período.

No intervalo de 2004 a 2013, em 33 partidas da seleção no Brasil, 25 delas, ou aproximadamente 75%, ocorreram em oito das cidades que seriam escolhidas para abrigar jogos do torneio da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

Nesse período, Maceió, Campo Grande e Gama, além de Goiânia e Belém, tiveram a oportunidade de receber a seleção pentacampeã.

Segundo Eduardo Corch, consultor de marketing esportivo e professor do Insper, a concentração dos jogos da seleção após a Copa nas cidade-sedes reflete uma lógica correta sob a ótica da gestão esportiva.

“Esses centros passaram a oferecer estádios modernos, com padrão Fifa, infraestrutura e melhores condições logísticas ao torcedor”, afirmou.

Economista e sócio da consultoria Convocados, que atua no mercado do futebol, Cesar Grafietti acrescentou que o fato de os jogadores estarem espalhados por diferentes clubes ao redor do mundo e terem pouco tempo juntos para treinar antes das partidas acaba demandando uma logística bem específica.

A região Sudeste foi a que mais se beneficiou da tendência recente. Foram 14 jogos do Brasil na região, de 2004 a 2013; de 2015 a 2024, foram 20.

Rio de Janeiro e São Paulo, que passaram de cinco para nove e oito partidas, respectivamente, foram as cidades que mais receberam novos jogos da seleção até aqui.

A nova arena do Corinthians, palco da abertura da Copa, e o Maracanã, palco da final, foram os estádios usados no torneio que mais viram a seleção depois do Mundial de 2014, com quatro jogos cada.

Foi o Engenhão, contudo, construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o estádio que mais recebeu a seleção brasileira pós-Copa do Mundo. Foram cinco partidas no palco que hoje é chamado de Nilton Santos, quatro delas durante a Copa América de 2021. A arena não recebeu jogos no Mundial de 2014.

Manaus, Natal e Cuiabá, com estádios construídos para a competição vencida pela Alemanha, apareceram pela primeira vez no levantamento após o Mundial.

“O aspecto positivo é entregar facilidades e boas condições de jogo aos atletas. Por outro lado, deixa-se a seleção mais distante de parte da população, mas faz parte da realidade do esporte atualmente”, disse Grafietti.

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