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Reunião tratou da arborização da cidade Foto: Divulgação

MEIO AMBIENTE

Árvores saudáveis não devem ser retiradas por questões estéticas, alerta Prefeitura

Descumprimento das determinações pode gerar multas previstas na legislação municipal

A preservação da arborização urbana foi um dos principais assuntos discutidos durante a reunião do Grupo Gestor do Programa Municipal de Educação Ambiental para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos de Paranavaí, realizada na última sexta-feira (10), na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam). Representantes de diferentes órgãos da administração municipal e da sociedade civil participaram do encontro.

A assistente administrativa da Semam, a engenheira agrônoma Bianca Bruning Nogueira da Silva, lembra que qualquer poda ou corte de árvore localizada em frente ao imóvel depende de autorização do Município.

“Quando há necessidade de replantio, a Secretaria orienta quais espécies devem ser utilizadas. Atualmente, as mudas recomendadas são brinco-de-índio, ipê-branco, saboneteira, dedaleiro, araçá e canelinha, sempre com altura mínima de 1,5 metro. O descumprimento dessas determinações pode gerar multas previstas na legislação municipal. Moradores e empresários que realizarem podas drásticas ou o corte de árvores sem autorização também podem ser penalizados, conforme a regulamentação municipal”, explica.

Reunião tratou da arborização da cidade
Foto: Divulgação

Bianca ainda alertou que, após o prazo de 15 dias para cumprimento da notificação, passa a incidir multa de R$ 1.418,08 por árvore, a cada mês, quando o replantio não é realizado. Já o plantio em desacordo com a ficha de recomendação emitida pelo Município pode resultar em multa de R$ 7.878,23 por árvore, por mês, conforme o Decreto Municipal nº 24.781/2023.

Conscientização

O diretor de Jornalismo da Secretaria Municipal de Comunicação Social, Igor Mateus Lima, lembrou que muitas pessoas ainda acreditam que uma árvore com 30 anos já chegou ao fim de sua vida útil, quando a realidade é diferente.

“Em Paranavaí, a espécie predominante é a sibipiruna, que pode viver cerca de 100 anos. Uma árvore com 30 anos não é uma árvore velha. Ela continua trazendo inúmeros benefícios para a cidade. A preservação da arborização urbana contribui para a fauna, proporciona sombra e conforto térmico, principalmente considerando que Paranavaí é a cidade mais quente do Paraná”, disse.

O jornalista também lembrou um levantamento realizado após o vendaval registrado em dezembro de 2025.

“Na época, o biólogo do município, Flávio Patrício, me apresentou um levantamento mostrando que aproximadamente 95% das árvores de grande porte que caíram no Jardim São Jorge estavam com as raízes cortadas. Produzimos uma reportagem sobre esse estudo, que foi reproduzida por diversos veículos de comunicação da região. Isso mostra que, na maioria dos casos, as árvores não caíram porque estavam velhas, mas porque perderam a sustentação após terem as raízes cortadas de forma irregular”, afirmou.

Segundo o jornalista, durante reformas de calçadas é comum que algumas pessoas cortem as raízes das árvores para facilitar a execução da obra, sem saber que essa prática compromete a sustentação da planta, aumenta o risco de queda durante temporais e configura crime ambiental.

Qualidade de vida

A diretora especial de Gestão Ambiental e Saneamento, Andressa Romagna Tomiello, ressaltou que preservar a arborização urbana significa investir diretamente na qualidade de vida da população.

“As árvores reduzem a temperatura das ruas, oferecem sombra, melhoram a qualidade do ar, favorecem a infiltração da água da chuva, ajudam a diminuir o risco de enchentes e servem de abrigo para diversas espécies. Quando preservamos uma árvore saudável, todos ganham. Por isso, nosso trabalho também passa pela conscientização da população sobre a importância de cuidar desse patrimônio ambiental”, ressaltou.

Outros temas debatidos

Além da arborização urbana, os integrantes do Grupo Gestor também discutiram outros assuntos relacionados à educação ambiental. Entre eles, o descarte irregular de resíduos, que provoca impactos como a contaminação do solo e da água, a proliferação de animais sinantrópicos, o entupimento de galerias pluviais e o aumento do risco de enchentes.

O grupo também tratou da separação correta dos resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos, da destinação adequada de materiais como pilhas, baterias, lâmpadas, pneus, medicamentos vencidos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos por meio da logística reversa, além da responsabilidade compartilhada entre poder público e população na gestão dos resíduos sólidos.

Outro tema abordado foi o manejo adequado de animais sinantrópicos, como os pombos.  De acordo com a Semam, a população não deve alimentar essas aves, para evitar o acúmulo de grãos e alimentos, e manter os telhados e forros protegidos, reduzindo assim as condições que favorecem sua permanência e reprodução em áreas urbanas.

Durante a reunião, também foi apresentada a proposta de implantação de pontos de coleta de pilhas e baterias nas escolas municipais, como forma de incentivar a educação ambiental e conscientizar crianças e famílias sobre a importância do descarte correto desses materiais. O projeto ainda está em fase de estudos.

A composição do grupo conta com representantes de diferentes áreas da administração e da sociedade civil na construção de políticas públicas voltadas à gestão de resíduos sólidos no município.

Fonte: Assessoria

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