Até o momento, a Secretaria de Estado das Cidades já recebeu projetos para a pavimentação de 251 municípios paranaenses de até 50 mil habitantes. Estas intervenções têm um investimento estimado em R$ 983 milhões e representam a pavimentação definitiva de 540 quilômetros
O programa Asfalto Novo, Vida Nova, do Governo do Paraná, vai tirar das ruas todos os anos mais de 37 mil toneladas de poeira. Além de parte relevante deste volume ser inalada pelos moradores, a falta de pavimento espalha sujeira pelas casas, carros e estabelecimentos comerciais. Com o asfalto, a estimativa é de que a emissão de poeira que seria de 42 mil toneladas fique limitada a 10% do volume que seria gerado.
Até o momento, a Secretaria de Estado das Cidades (Secid), pasta responsável pela gestão do programa, já recebeu projetos para a pavimentação de 251 municípios paranaenses de até 50 mil habitantes. Estas intervenções têm um investimento estimado em R$ 983 milhões do Governo do Estado e representam a pavimentação definitiva de aproximadamente 540 quilômetros de vias urbanas de chão batido com cimento asfáltico.
O levantamento conduzido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) tomou como base esses 540 quilômetros de projetos já aprovados e metodologias de diferentes pesquisas feitas nos Estados Unidos e no Brasil sobre a temática. Estes estudos relacionaram as diferenças relevantes nas emissões de partículas de poeira em vias pavimentadas e não pavimentadas, bem como os prejuízos causadas por essa poluição do ar nas vias respiratórias humanas.
Segundo o assessor da Seti Ricardo de Oliveira, responsável pelo levantamento das pesquisas, os cálculos das variáveis foram adaptados às características das cidades paranaenses, como tipos específicos de solo e o tráfego diário médio de veículos. “A fórmula é usada em projeções de engenharia para estimar a diferença entre uma estrada pavimentada e uma não pavimentada e, a partir dos valores médios do Paraná, a estimativa é de que haja 90% de redução no volume de poeira emitida após a conclusão das obras”, explicou.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, enfatiza que a pesquisa científica é um importante instrumento usado tanto para a modelagem dos programas estaduais quanto para a mensuração dos seus resultados.

Foto: Geraldo Bubniak
Na avaliação do secretário estadual das Cidades, Guto Silva, o Asfalto Novo, Vida Nova é uma política de urbanização que resolve um problema atual e prepara as cidades para o futuro. Ele lembrou que estimativas apontam que até 2030 cerca de 92% da população paranaense deve residir em áreas urbanas e que 364 dos 399 municípios do Paraná possuem menos de 50 mil habitantes, que são o foco do programa neste momento.
Também citou que o programava deve alcançar R$ 1,6 bilhão nos próximos anos, ou seja, a “economia de poeira” será ainda maior.
Impactos na saúde – No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) coordena o programa Vigiar, que avalia os impactos da emissão de poluentes na saúde e qualidade de vida da população. De acordo com Márcia Prokopiuk, que chefia a Divisão de Vigilância sobre o Meio da Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Sesa, a poeira é um componente importante nos estudos.
O Asfalto Novo, Vida Nova não só contribui para a redução de problemas respiratórios, como também traz benefícios para pessoas com deficiência motora ou de visão, assim como para aquelas com mobilidade reduzida, como grávidas e idosos.
Isso se deve ao fato de que os projetos incluem a melhoria da acessibilidade nas ruas e calçamentos, como rampas, guias para cegos e calçadas niveladas, que facilitam o deslocamento de cadeirantes e reduzem os riscos de quedas, além de iluminação pública em LED, o que aumenta a visibilidade das vias.