Em maio, a Secretaria de Saúde de Paranavaí registrou 3.986 atendimentos por doenças respiratórias. Foi o maior número do ano na comparação mês a mês, impulsionado principalmente pela queda brusca de temperatura. Só para dar uma ideia, no dia 11, uma segunda-feira, os termômetros alcançaram a marca mínima de 5,2°C, com sensação térmica de 3°C.
Os dados falam por si sós. De 10 a 16 de maio, a rede municipal contabilizou 12 casos de Influenza A, sete de Influenza B e um de Covid-19. De 17 a 23 de maio, portanto na semana seguinte ao dia mais frio do ano, a secretaria anotou 35 casos de Influenza A, 20 de Influenza B e um de Covid-19. Pouco depois, no período de 31 de maio a 6 de junho, foram 67 confirmações para Influenza A, 47 para Influenza B, seis para vírus sincicial respiratório e uma para Covid-19.
Na sequência, o volume de resultados positivos caiu, mas, “embora os indicadores laboratoriais sugiram discreta redução após o pico observado no início de junho, a demanda por atendimento permanece elevada, indicando a necessidade de manutenção das ações de prevenção e controle, especialmente para grupos vulneráveis”, avaliou a Secretaria de Saúde.

Foto: Ivan Fuquini
E se o assunto é prevenção, o principal instrumento disponibilizado para a população é a vacina, disponível em todas as unidades básicas de saúde. Por enquanto, o governo do estado mantém a estratégia de imunização para grupos prioritários, e ainda não há previsão de ampliar para o público geral.
No caso de Paranavaí, a cobertura vacinal contra a gripe está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, acima de 95%. Dados atualizados mostram que a imunização alcançou apenas 73,5% das gestantes, 65% das crianças de até 6 anos e 53% dos idosos. De acordo com a prefeitura, a situação é a mesma entre os demais grupos contemplados pela campanha. Na média geral, o índice do município é de 42%.
Em recente entrevista ao Diário do Noroeste, a coordenadora municipal de Imunização, Grazieli Neves, explicou que vacina ajuda na prevenção da gripe e das complicações, como, por exemplo, pneumonias, e, consequentemente, das internações e dos óbitos. Além dos efeitos individuais, tem reflexos positivos coletivamente. “Quanto mais pessoas vacinadas, menor é a transmissão em comunidade.”
Atendimentos
O levantamento da Secretaria de Saúde de Paranavaí aponta maio como o mês de maior fluxo de atendimentos por doenças respiratórias – para relembrar, 3.986. Mas é importante destacar que junho já soma 3.271, considerando o os dias 1º a 17.
No período de pico, de 31 de maio a 6 de junho, os pacientes recorreram principalmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que totalizou 599 consultas médicas. No ponto de apoio da UPA, foram 300. Nas unidades básicas de saúde, 346.




