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Biles e Jordan festejam Rebeca e o 'black podium'
Rebeca Andrade, o grande nome brasileiro nas olimpíadas

GINÁSTICA

Biles e Jordan festejam Rebeca e o ‘black podium’

JOSÉ HENRIQUE MARIANTE

DA FOLHAPRESS

“All black podium.” Um pódio olímpico da ginástica apenas com mulheres negras não escapou da observação de Simone Biles. “Rebeca? Ela é incrível, ela é uma rainha. E, antes de tudo, foi um pódio todo negro, foi muito empolgante para nós.”

A pergunta era sobre a reverência que ela e Jordan Chives, prata e bronze no solo, fizeram nesta segunda-feira (5) a Rebeca Andrade na hora em que a brasileira subiu ao pódio na Arena Bercy para receber o ouro.

Biles, que na semana passada esculachou Donald Trump ao falar que seu “black job” era ganhar medalhas olímpicas, não perdeu a oportunidade de voltar ao tema após conquistar seu 11º pódio em Jogos. No debate com Joe Biden em junho, o ex-presidente candidato afirmou que imigrantes estavam tirando empregos negros e hispânicos dos americanos.

“Eu amo o meu emprego negro”, escreveu a ginasta no X, em resposta ao cantor Rick Davila, que festejava seu ouro no individual geral fazendo referência à frase Trump.

“Jordan me falou ‘vamos nos curvar para ela?’, e eu disse ‘claro’. Aí olhamos uma para outra e falamos: ‘vamos fazer agora’. E fizemos”, contou Biles. “Foi muito emocionante assisti-la, ver como o público torcia por ela. Era a coisa certa a fazer. Ela é rainha”, disse a americana sobre Rebeca, ao fim da prova de solo.

Chiles, que festejou até a execução do hino brasileiro com um sutil balançar do corpo, disse que a nova rainha da ginástica merecia, porque “ela é um ícone, uma lenda”. “É o que todo mundo deveria fazer. Reconhecer quem trabalha, quem se dedica. E, sim, era um pódio totalmente negro. “Retribuir é o que deixa tudo tão bonito. Achei que era necessário.”

Rebeca ainda não estava na sala de entrevistas para ouvir tantos elogios. Quando chegou, suas mais novas súditas já tinham deixado o recinto. Indagada sobre o pódio negro, a brasileira lembrou que as três já tinham feito um no Mundial. “Poder repetir isso agora, em uma Olimpíada, onde o mundo inteiro está vendo a gente, é mostrar a potência dos negros, mostrar que, independentemente das dificuldades, a gente pode sim fazer acontecer; que ou as pessoas aplaudem ou elas engolem, sabe?”

Rebeca lembrou também de Daiane dos Santos, a pioneira de uma geração que mudou a ginástica artística brasileira de patamar. “Ela foi uma grande referência para mim, porque era com quem eu me identificava. É muito bom quando a gente tem um espelho.”

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