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POLÍCIA-FEDERAL

Bolsonaro amplia benefícios da PF, e diretor-geral pede farda sem política

MATEUS VARGAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em novo aceno a agentes de segurança, o presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou nesta quinta-feira (16) uma MP (medida provisória) e um decreto para ampliar benefícios de saúde a servidores da Polícia Federal.
Os textos permitem que recursos do Funapol (Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal) sejam aplicados no custeio de despesas de saúde dos policiais, além de transporte, hospedagem e alimentação de servidores.
O anúncio foi feito durante formatura de agentes da Polícia Federal, em Brasília. O governo ainda discute aumento a funcionários da PF, Polícia Rodoviária Federal e Depen (Departamento Penitenciário Nacional).
Na cerimônia, o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, foi aplaudido ao sugerir que a plateia retirasse as máscaras de proteção contra a Covid-19 em plena pandemia.
O chefe da corporação também cobrou que os novos agentes não utilizem a “farda” para entrar na política ou se tornarem “celebridades”.
“Nunca utilizem das nossa insígnia, nossas investigações, para tirarem proveito pessoal, virarem celebridades nas redes sociais e na mídia, abrirem cursinhos, monetizarem no Youtube e, por vezes, se lançarem na política utilizando a nossa farda”, disse Maiurino.
Apesar da fala, os agentes de segurança fazem parte da base de apoiadores de Bolsonaro. No palco da formatura, ao lado do presidente, ainda estava o deputado Sanderson (PSL-RS), policial federal licenciado.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que não estava presente, também é agente da mesma corporação. O próprio presidente, capitão reformado do exército, utilizou a vida militar como plataforma de campanha.
Recebido por gritos de “mito” pelos formandos, o presidente Bolsonaro disse no evento que o combate à corrupção “é uma das missões mais importantes” dos agentes.
Em 2020, o ex-ministro da Justiça e potencial candidato a presidente, Sergio Moro, e o então chefe da PF, Maurício Valeixo, pedirem demissão acusando o presidente de querer interferir nos trabalhos da corporação.
Após a saída de Moro do governo, o Supremo instaurou um inquérito para apurar as acusações. Bolsonaro afirma que o ex-ministro, na verdade, queria forçar uma indicação a ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
O diretor da PF afirmou, na formatura, que os textos assinados no evento criam novo plano de saúde aos funcionários, mas a corporação ainda não deu detalhes sobre qual tipo de benefício eles irão receber.
“É um anseio de décadas, que beneficiará nossos servidores, policiais e administrativos, além de seus dependentes”, disse ele.
“Cabe ressaltar que não haverá a criação ou aumento de despesas ou a concessão de qualquer aumento remuneratório aos servidores. Em verdade, haverá apenas a ampliação do âmbito de aplicação dos recursos do Funapol”, afirma nota da Secretaria-Geral da Presidência.

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