O botulismo iatrogênico é uma condição rara, porém potencialmente grave, associada ao uso inadequado da toxina botulínica em procedimentos médicos e estéticos. O termo “iatrogênico” é utilizado para definir eventos adversos decorrentes de intervenções em saúde, geralmente relacionados a falhas técnicas, uso de doses excessivas ou aplicação de produtos sem procedência adequada.
Segundo a médica Adrieli Deltrejo, pós-graduada em Dermatologia Clínica e Cirúrgica, a doença não é contagiosa e não ocorre quando a toxina botulínica é utilizada corretamente, dentro das doses recomendadas, com produtos regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e aplicada por médicos devidamente habilitados.
Os sintomas nem sempre aparecem de forma imediata e podem surgir dias após o procedimento. De acordo com a médica, os principais sinais de alerta incluem queda de pálpebra, visão turva ou dupla, boca seca e dificuldade para falar, mastigar ou engolir. Em situações mais graves, pode haver dificuldade respiratória e evolução para fraqueza muscular progressiva, o que caracteriza uma emergência médica.
A orientação é que, ao perceber qualquer alteração neuromuscular após a aplicação da toxina botulínica, o paciente procure atendimento médico sem demora. Para a especialista, “quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento com o soro antibotulínico, maior a chance de recuperação”, reforçando a importância da atenção aos sinais iniciais.
No Brasil, o botulismo é classificado como doença de notificação compulsória. Isso significa que todo caso suspeito ou confirmado deve ser comunicado imediatamente à Vigilância Epidemiológica e à Secretaria de Saúde. A notificação permite a investigação da origem do problema, o rastreamento do produto utilizado e a adoção de medidas para prevenir novos casos.
Embora a toxina botulínica seja amplamente utilizada há décadas na medicina, tanto em tratamentos estéticos quanto terapêuticos, especialistas alertam que os casos de botulismo iatrogênico estão diretamente ligados ao uso fora dos protocolos médicos. A médica explica que o procedimento, quando bem indicado e realizado de forma adequada, é seguro e apresenta baixíssimo índice de complicações graves.
SERVIÇO
Adrieli Acacia Deltrejo – Médica pós-graduada em Dermatologia Clínica e Cirúrgica (CRM-PR: 55683)
Endereço: Rua Pernambuco, 1.030, Clínica Fujii, Centro de Paranavaí
Telefone: (44) 9 9171-4219
Instagram: @dra.adrieli_deltrejo




