(44) 3421-4050 / (44) 99177-4050

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:

BRADESCO-NEGÓCIOS

Bradesco eleva previsão do PIB para 1,5% neste ano

VINICIUS TORRES FREIRE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os economistas do Bradesco estimam que a economia do Brasil vai crescer 1,5% neste ano. Revisaram a projeção nesta segunda-feira (9). Era de 1%.
Ainda é um crescimento muito baixo do PIB, mas:
1) De 2017 a 2019, depois da Grande Recessão e antes da epidemia, o PIB cresceu em média 1,4% ao ano;
2) No início deste ano, a previsão mediana compilada no Boletim Focus, do Banco Central, era de alta de 0,3% do PIB;
3) Até 29 de abril, a mediana do Focus era de 0,7% (cerca de 130 instituições enviam semanalmente previsões econômicas para o BC). É a previsão mais recente do Focus;
No primeiro trimestre deste 2022, o crescimento teria sido de 1,3%. Neste segundo, viria a ser de 0,3%, segundo o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco. No final da semana passada, os economistas do Itaú estimavam crescimento de 1% no primeiro trimestre e de 0,6% no segundo.
O crescimento acumulado no primeiro semestre seria, pois, um tico além de 1,6%, na estimativa dos dois bancos. No segundo semestre, a economia entraria no vermelho: o PIB de cada trimestre seria menor do que o do anterior. A queda seria menor na estimativa do Bradesco, maior na do Itaú, que prevê crescimento anual de 1% neste 2022.
Há risco de as previsões irem para o vinagre, claro. Há o risco de um choque financeiro causado pela mudança da política de juros nos Estados Unidos. A guerra na Ucrânia pode provocar novos danos na confiança e no preço das commodities. Os surtos de Covid na China derrubam a produção industrial do país, seu crescimento econômico e contribuem para a inflação mundial.
Mesmo com crescimento de 1% ou mais no primeiro trimestre, segundo os economistas desses dois grandes bancos, a situação socioeconômica continua terrível. O que deve ter melhorado ou despiorado, na vida cotidiana?
O número de pessoas empregadas aumentou cerca de 8,2 milhões de março de 2021 para março de 2022. O rendimento médio do trabalho continua tendo perda, em termos reais (descontada a inflação), e é o menor da década.
Mas o número de pessoas com algum tipo de trabalho também é o maior desde 2022 e a taxa de desemprego é a menor desde 2016, embora o nível de ocupação ainda seja baixo, menor do que em 2017. Nível de ocupação é a proporção de pessoas empregadas entre aquelas com idade de trabalhar.
De onde vem essa melhora muito modesta?
“A recuperação do setor de serviços dita o ritmo da economia… os dados mostram uma recuperação do setor de serviços e do mercado de trabalho além das expectativas que tínhamos no início deste ano”.
No segundo trimestre, a massa de renda ampliada (soma de rendimentos do trabalho e outros rendimentos, como benefícios sociais), será engordada pelo saque parcial das contas do FGTS. Deve ser um incremento de uns R$ 30 bilhões, uma alta de 4,2% na massa de renda ampliada disponível. Esse dinheiro deve compensar parte das perdas com a inflação. Mas é alta transitória, é fácil perceber.
O crédito bancário continua em bom nível e, segundo pesquisa exclusiva do Bradesco, em ligeira expansão. A confiança do consumidor aumentou em abril, segundo a pesquisa da FGV; a dos empresários também, afora os do comércio.
A inflação continua pressionada. O Bradesco prevê que o IPCA termine o ano em alta de 7,5% (o pessoal do Itaú prevê 8,5%). Para os dois bancos, a dívida pública medida como proporção do PIB (relação dívida/PIB) fecha o ano em 80% do PIB, em queda em relação a 2021. Inflação alta, commodities em alta e PIB crescendo um pouco além do previsto ajudam a diminuir um pouquinho o peso da dívida.

Compartilhe: