(44) 3421-4050 / (44) 99177-4050

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Compartilhe:

ATENÇÃO!

Cães também podem ficar gripados

A influenza canina é altamente contagiosa entre os cães e pode causar sintomas graves, especialmente em ambientes de alta densidade populacional

Cibele Chacon

Da redação

A gripe não é uma preocupação exclusiva dos humanos. Os cães também estão sujeitos a infecções respiratórias causadas por vírus e bactérias, como a influenza canina, mais conhecida como tosse dos canis. Essa doença é altamente contagiosa e pode afetar severamente a saúde dos pets, especialmente em locais com grande circulação de animais, como canis, abrigos, parques e hotéis para cães. Mas é importante destacar que ela não é contagiosa para os humanos.

Médica veterinária Maria Eduarda Crespo Chagas

A influenza canina é causada por agentes como o vírus da parainfluenza canina, o adenovírus canino tipo 2 e a bactéria Bordetella bronchiseptica. Segundo a médica veterinária Maria Eduarda Crespo Chagas, “os sintomas mais comuns são tosse seca de início agudo, mímicas de vômito e expectoração de muco. O cão também pode apresentar febre, secreção nasal, letargia e dificuldade para respirar”.

TRANSMISSÃO E GRUPOS DE RISCO – A transmissão da gripe canina ocorre principalmente por contato direto entre cães contaminados. Locais como abrigos, creches e eventos para pets são ambientes de alto risco devido à proximidade entre os animais. “Animais com o sistema imunológico comprometido e filhotes têm mais chance de serem diagnosticados com a doença”, explica a veterinária.

Os tutores devem ficar atentos ao comportamento de seus pets, especialmente após visitas a locais com alta densidade de cães. É importante observar se surgem sintomas como tosse persistente ou secreções nasais e buscar orientação veterinária caso necessário.

Prevenção: A Importância Da Vacinação – Embora a vacina contra a influenza canina não seja obrigatória, ela é altamente recomendada para animais que frequentam ambientes coletivos. Muitos hotéis, creches e até companhias aéreas exigem a imunização antes de aceitar cães.

“Atualmente, existem três tipos de vacinas: injetável, oral e intranasal. Todas devem ser aplicadas a partir de 8 semanas de idade. A vacina injetável requer duas doses iniciais e todas têm reforço anual”, orienta Maria Eduarda. Além da vacinação, manter os pets em ambientes limpos e protegidos de correntes de ar frio é fundamental para prevenir o contágio.

Instalações que abrigam ou recebem muitos cães devem seguir protocolos rigorosos de limpeza e desinfecção. A veterinária enfatiza que “os comedouros e bebedouros precisam ser higienizados regularmente, e animais doentes devem ser isolados para evitar a disseminação da doença”.

COMO TRATAR A GRIPE CANINA – Embora não exista um tratamento específico para a influenza canina, a maioria dos casos é autolimitante, com recuperação espontânea dentro de três semanas. No entanto, é fundamental que o diagnóstico seja feito por um veterinário, que poderá decidir pela utilização de medicamentos como antibióticos, corticoides, antitussígenos e mucolíticos, dependendo da gravidade dos sintomas.

O descanso adequado e a manutenção de um ambiente tranquilo e confortável também são importantes durante o período de recuperação. Garantir que o animal esteja bem hidratado e alimentado contribui para fortalecer o sistema imunológico e acelerar o processo de cura.

RECOMENDAÇÕES OFICIAIS PARA PROTEÇÃO COLETIVA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) reforça a importância da vacinação de cães que participam de eventos ou frequentam ambientes coletivos. Essas medidas ajudam a prevenir surtos da doença em áreas de alta densidade canina e asseguram maior proteção para os animais.

A conscientização dos tutores e a adoção de medidas preventivas são essenciais para evitar que a gripe canina se torne um problema recorrente. Com os cuidados necessários, é possível garantir a saúde dos pets e promover bem-estar, mesmo em ambientes onde a interação entre cães é frequente.

Compartilhe: