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Foto: Ivan Fuquini

IGREJA CATÓLICA

Campanha da Fraternidade 2024 incentiva a tolerância, o respeito e a cultura do encontro

REINALDO SILVA

reinaldo@diariodonoroeste.com.br

O lançamento da Campanha da Fraternidade 2024, nesta quarta-feira (14), marcou o início da Quaresma, período de preparação da comunidade católica para celebrar a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus. As festas pascais são as mais importantes do cristianismo.

O bispo diocesano de Paranavaí, dom Mário Spaki, recebeu o Diário do Noroeste e falou sobre o tema definido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “Fraternidade e amizade social”.

Em síntese, a Campanha da Fraternidade apresenta o desafio de superar a cultura da indiferença, do desrespeito, da intolerância, da discriminação e da violência, partindo do ensinamento ilustrado no evangelho de Mateus: “Vós sois todos irmãos e irmãs”.

Dom Mário Spaki explicou: “Jesus olha para seus seguidores e diz: ‘Todos temos o mesmo Pai; se o Pai é comum, todos somos irmãos’. A Igreja vive isto no seu dia a dia – o senso de fraternidade e de construção da comunidade”.

Os esforços, porém, não têm sido suficientes.

“Vemos crescer episódios de desconforto até mesmo dentro de uma família. O que dizer, então, das redes sociais: viraram um campo de batalha. Basta uma postagem, vamos ver os comentários, são tantas vezes ofensivos. A agressividade está em alta – acho que essa é uma expressão central.”

O debate proposto pela CNBB é uma resposta ao problema que se espalha pelo mundo e preocupa a Igreja Católica.

“Esse comportamento hostil muitas vezes desemboca em violência de um estado com o outro, gerando guerras. O papa Francisco diz que estamos vivendo a terceira guerra mundial em pedaços, por causa de tantos episódios pelo mundo”, destacou o bispo de Paranavaí.

A Campanha da Fraternidade, prosseguiu dom Mário Spaki, pretende promover e fortalecer vínculos de amizade. “Que o outro, o diferente, não seja visto, só por ser diferente, como adversário, inimigo, alguém a ser combatido ou até aniquilado.” O papa Francisco fala da cultura do encontro, da fraternidade.

Dom Mário Spaki: “Vemos crescer episódios de desconforto até mesmo dentro de uma família”
Foto: Ivan Fuquini

Aspectos da CF – O bispo da Diocese de Paranavaí citou três aspectos fundamentais da Campanha da Fraternidade deste ano.

No âmbito pessoal, é preciso buscar e resgatar a própria identidade, o conhecimento de si mesmo; cultivar a espiritualidade da comunhão; formar-se para abertura à diversidade; reagir como o bom samaritano: ver, sentir compaixão e cuidar do outro; e ser um agente de reconciliação e de paz.

No prisma social, é necessário valorizar o voluntariado e o serviço comunitário; condenar todas as experiências autoritárias e ditatoriais; conscientizar e formar pessoas para o bom uso dos recursos digitais; e apoiar instituições públicas de denúncia de crimes de ódio e intolerância.

A Igreja Católica enquanto instituição de alcance global também tem papel preponderante: favorecer centros de escuta e formar pessoas para ouvir o diferente; estimular a amizade social entre os sacerdotes e os religiosos; incentivar a participação ativa das famílias nas comunidades escolares; lutar pela igualdade de oportunidades para todos; e ter as portas abertas não somente para receber os fiéis, mas também para sair e chegar às comunidades, especialmente as mais vulneráveis.

Quaresma – A Campanha da Fraternidade começa ao mesmo tempo em que a Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas, mas os debates se estendem ao longo de todo o ano. Nesse período de preparação para a Páscoa, os católicos intensificam as orações, os gestos de fraternidade, os jejuns e as abstinências.

Dom Mário Spaki ensinou que a Quaresma acontece também com as confissões nas comunidades, as celebrações penitenciais, a via sacra. Cada comunidade tem programações específicas, por exemplo, romaria, caminhada e arrecadação de alimentos ou de roupas.

Bispo diocesano fala do uso das redes sociais para ataques a pensamentos e visões de mundo diferentes
Foto: Reprodução/internet

O bispo diocesano lamentou que algumas tradições da Igreja tenham perdido forças, como é o casa da confissão, que, conforme os dogmas católicos, garante o perdão dos pecados.

Em relação ao jejum, dom Mário Spaki disse que a prática é um chamado para o controle das emoções e dos instintos. Aproveitou a oportunidade para fazer um alerta: “É evidente que não se deve misturar o jejum religioso com a questão da cura do corpo”.

As penitências incentivadas especialmente durante a Quaresma são exercícios de autocontrole, de “domínio de si”, nas palavras de dom Mário Spaki. Cada pessoa conhece os pontos frágeis que precisam ser trabalhados e melhorados, em que aspectos está perdendo o equilíbrio. “O pecado, podemos pedir perdão e Deus dá, porém a natureza não perdoa; se exagero em algo, vou ter consequências, provavelmente vou pagar.”

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