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Presidente tenta reposicionar a campanha Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

DEBATE ELEITORAL

Campanha de Lula vai apostar em medo de fim de programas sociais para aumentar rejeição a Flávio

A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) vai investir no medo de perda de programas sociais na tentativa de reverter a liderança de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno.

Segundo relatos, o próprio presidente orientou os aliados a alertarem os beneficiários para o risco de redução desses benefícios, além da desvinculação do valor das aposentadorias dos reajustes do salário mínimo.

Lula disse, de acordo com aliados, que a população dá como garantida a manutenção desses benefícios, sem saber do risco de redução.

A partir dessa recomendação do presidente, a campanha vai realçar que há, da parte do adversário, compromissos com reformas que devem interromper ações sociais e que os adversários só conseguirão o que prometeram para o mercado se fizerem cortes em programas.

O mesmo discurso será levado aos aposentados. Eles deverão ser advertidos de que existe a possibilidade de desvinculação do valor das aposentadorias ao salário mínimo. Os trabalhadores também deverão ser lembrados que, durante o governo Bolsonaro, não houve ganho real do valor.

O raciocínio expresso à reportagem por aliados de Lula foi o de que a população dá como já incorporados os benefícios sociais criados pelas gestões petistas. Por isso, o PT já não seria recompensado eleitoralmente por essas conquistas. Nesse raciocínio, seria necessário mostrar que só o atual presidente garante a manutenção desses programas.

A ideia apareceu na segunda-feira (5), em reunião de Lula com dezenas de aliados para reorganizar a campanha após ter terminado o primeiro turno atrás de Flávio.

Fonte: CATIA SEABRA, CAIO SPECHOTO E MARIANA BRASIL - DA FOLHAPRESS

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