Teve início em todo o Brasil a campanha Julho Amarelo, voltada para a vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. O objetivo da ação é conscientizar a população sobre essas infecções que agridem o fígado de maneira silenciosa, além de incentivar a imunização, o tratamento gratuito ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a testagem rápida — essencial para flagrar a doença antes que ela cause danos irreversíveis ao organismo.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, Jannaina Ferreira de Melo Vasco — biomédica, vice-presidente do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6), e mestre em Microbiologia, Parasitologia e Patologia pela UFPR — responde aos principais questionamentos sobre a doença.
1) O que são as hepatites virais?
São infecções que causam a inflamação do fígado. Elas são provocadas por diferentes tipos de vírus, classificados por letras de A a E. No Brasil, as variações mais comuns e que exigem maior atenção epidemiológica são:
Hepatite A:
Transmitida principalmente por água e alimentos contaminados (via fecal-oral). Costuma ter evolução benigna, mas requer cuidados higiênicos e saneamento básico.
Hepatite B:
Transmitida pelo sangue, relações sexuais desprotegidas ou de mãe para filho durante o parto. Pode se tornar crônica e evoluir para quadros graves.
Hepatite C:
Transmitida majoritariamente pelo contato com sangue contaminado. É a principal causa de transplantes de fígado no país.
Se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo, as hepatites crônicas (principalmente as do tipo B e C) provocam danos severos e progressivos ao órgão.



