Pais e mães precisam monitorar o acesso dos filhos às redes sociais. A supervisão é essencial para garantir a segurança de crianças e adolescentes em ambientes virtuais, reduzindo e até evitando casos de bullying, ameaça, violência e assédio sexual.
A orientação é do delegado Luciano Dias, titular da Delegacia da Mulher de Paranavaí, que, na tarde desta quarta-feira (1º), conversou com mães atípicas atendidas no Centro de Apoio ao Autista de Paranavaí (CAAP).
Ele falou sobre o uso de telefones celulares e tablets para acessar redes sociais e jogos, alertando para os riscos do consumo excessivo de conteúdos on-line. Durante o bate-papo, explicou que é necessário impor limites para os filhos e sugeriu que pais e mães acompanhem esse tempo, mas sem interferir totalmente na privacidade individual.
De acordo com a psicóloga do CAAP, Aloma Linhares Ravagnani, o contato das famílias com pessoas de diferentes áreas de atuação amplia o conhecimento sobre comportamentos e direitos garantidos por lei.

Foto: Ivan Fuquini
A cada semana, as mães se reúnem para rodas de conversa. Os convidados representam entidades, instituições e órgãos prestadores de serviços públicos, por exemplo, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
“Com acesso a informação, essas famílias têm a possibilidade de buscar seus direitos. Além de ganhar conhecimento, fazem contatos com pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes”, disse a psicóloga.
A assistente social do CAAP, Priscila dos Santos Pardim, informou que a entidade atende a aproximadamente 150 famílias de Paranavaí e região. Em atividade desde 2019, atua na realização dos trâmites administrativos para a confecção da carteirinha de identificação do espectro do transtorno autista (TEA), dá entrada no processo para acessar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e faz encaminhamentos para as redes de proteção social e de saúde.




