Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental contribui para o debate sobre a importância do bem-estar emocional e do entendimento acerca dos fatores que contribuem para o sofrimento psíquico. Falar sobre o tema é compreender as condições em que as pessoas trabalham, vivem, constroem seus relacionamentos e encontram espaços de pertencimento.
Assim, a literatura pode ser uma ferramenta que ajudam nessa reflexão, por ajudar a nomear sentimentos, questionar comportamentos e lançar novos olhares sobre a sociedade. A seguir, você confere cinco livros que abordam diferentes perspectivas sobre saúde mental e os desafios atuais:
Café com Freud e Lacan – Liderança e laços afetivos e políticos no cotidiano e no mercado de trabalho
Ao longo de 25 anos, a psicóloga, psicanalista e escritora Fabiana Ratti percebeu a reincidência de pacientes com queixas relacionadas à sobrecarga e à desvalorização no ambiente de trabalho. Essa conjuntura revelou que o caminho para manter a saúde mental na construção de carreira vai além dos discursos motivacionais. Nessa perspectiva, a profissional evidencia que, para criar uma trajetória de sucesso rumo à liderança de forma equilibrada, é necessário voltar o olhar para si, entender as próprias emoções e ressignificar o passado.
Civilização selvagem ou tigelas de barro espatifadas no chão
Ana e Pedro são os fios que emendam os nove contos deste livro escrito pelo psicanalista Francisco Neto Pereira Pinto. Construídas em ordem não linear, com histórias independentes umas das outras, as narrativas sobre o relacionamento do casal percorrem alguns dos principais dilemas da sociedade contemporânea. Nos enredos, mudam-se contextos, profissões, tempos, problemas e classes sociais. Mas todos enfrentam a solidão em um mundo adoecido.
Amar para não ser em vão
Se o mundo parece insistir em relações cada vez mais utilitaristas, o psicanalista Lucas Lujan publica este livro como um convite para pensar o afeto distante das lentes da produtividade. Frente a um contexto que exige pressa, performance e eficiência até mesmo nos relacionamentos, o que significa continuar amando com calma, com tempo e apesar das dores. A obra propõe entender o amor como um sentimento que não elimina a solidão, mas que é capaz de construir sentido, intimidade e presença.
Nuances da Exclusão
Com perda progressiva de audição desde a adolescência, Felipe Afonso compartilha episódios da própria vida para questionar as contradições entre o discurso de inclusão e a realidade de quem depende dela. A escrita em primeira pessoa propõe um olhar crítico sobre as diversas formas de violência vividas por Pessoas com Deficiência (PcD) e aborda de forma íntima como a exclusão opera em ambientes de saúde, educação e trabalho, além de mostrar como a exclusão afetiva pode acentuar sentimentos como raiva e frustração.
Flor Azul e outros contos
Neste livro, a psiquiatra, psicoterapeuta junguiana e escritora Fabiola Luz lança um olhar para os confrontos presentes no cotidiano. Com histórias que atravessam o machismo, as inseguranças masculinas e os medos acerca da instabilidade socioeconômica, a autora narra as jornadas de personagens que precisam lidar com problemas comuns, mas estranhos aos protagonistas.















