São Sebastião padroeiro protegia a cidade que nascia então vieram aqueles homens com um hábito marrom, cor da terra e dos cafezais. Naquele tempo Frei Ulrico ascendeu a luz do sacrário e disse: “Salvador, enquanto os Carmelitas estiverem aqui, esta luzinha nunca se apagara” (Frei Ulrico Goevert 12/09/1951). Ascendeu-se “uma luzinha” que iluminou estes 75 anos. Nossa Senhora com Escapulário acolheu a história com seu manto. Então se tornou “Santuário Nossa Senhora do Carmo”.
Paróquia Nossa Senhora das Graças, Seminário Imaculada Conceição.
Era uma “Colônia alemã”, quase zona rural, então disseram ao padre alemão: “Se vocês nos derem um padre, nos ajudaremos a construir o seminário”. Então veio a construção do Seminário Imaculada Conceição, onde muitos estudaram educados pelos freis carmelitas. Paróquia Nossa Senhora das Graças que tem nas origens Frei Ulrico e Frei Boaventura.
Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Vila Fanny.
A formação dos futuros freis se dava em Graciosa e em Paranavaí; era necessário ter uma “Casa de Formação”, onde houvesse estudo de Filosofia\Teologia. Por isso surgiu a Comunidade Carmelitana, na Vila Fanny, Convento, junto à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, por volta de dezembro de 1967… A formação dos futuros freis e a pastoral nos deram uma base sólida.
Comunidade Carmelitana e Paróquia Nossa Senhora Aparecida.
Os apelos missionários da “Amazônia” nos chamavam, muitos sentiam o apelo de evangelizar neste novo tempo. Então fomos pra Rolim de Moura\Rondônia, onde 86 “comunidades” nos esperavam e a “Igreja migrante” se estabelecia. Era a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Onde os ministérios dos leigos se destacavam.
Comunidade Carmelitana e Paróquia Profeta Elias.
Os problemas sociais aparecem no campo, “com os sem terra”, estes vão pra cidades e se tornam “sem casa”. Um terreno que era ocupado pelos amigos do “Rei”. Então a organização ocupou a terra, cada um com seu terreno às prestações. Gente de Cebs, gente de grupos de reflexão, mensageiras etc.. A luta pela “justiça” iluminada pelo “profeta Elias”, se formou o “Bairro Novo”.
Os freis Carmelitas acompanharam e se integraram na luta do povo. E nesta periferia se formou a Paróquia “Profeta Elias”, formada por 12 comunidades.
Paróquia São Domingos Gusmão\ Nossa Senhora do Carmo
Os desafios de sair do mesmo tipo de pessoas, a perspectiva de ir pra Santa Catarina era uma nova situação.
Nova formação cultural, religiosa apontava novos horizontes de evangelização. Por isso assumimos a Paróquia São Domingos de Gusmão na cidade de Navegantes. Já por ser litoral, região onde a indústria pesqueira se desenvolve. Neste espaço a Mãe do Carmo e os carmelitas se colocaram.
Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem.
E aí a cultura influenciada por Portugueses e Açorianos, os “Manezins” de Floripa, o vento sul soprou e a presença dos Frades Carmelitas entrou na História da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem. E o jubileu da Paróquia proclama: “Embarque com o Carmelo nesta Boa Viagem”
Associação “Casas do “Servo Sofredor.
A sociedade cria os excluídos e aqueles que nos incomodam, os “dependentes químicos”, o povo de rua. Batiam na porta do Convento pedindo comida diariamente, dormiam no frente da Igreja. Então pensamos o que fazer? Lendo e contemplando “O Bom Samaritano”, na oração\reflexão se descobriu: “Devemos ser os hospedeiros”, e uma “hospedaria”, daqueles que necessitam; onde surgiu as “Casas do Servo Sofredor”.
Colégio paroquial Nossa Senhora do Carmo.
Ainda em 1952, outra obra foi iniciada: a Escola Paroquial Nossa Senhora do Carmo. As dificuldades eram grandes, pois os recursos eram escassos, porém com crianças não alfabetizadas não se podia fazer uma catequese como se devia então frei Ulrico não mediu esforços para que estas tivessem a melhor educação possível. Como evangelizar se as pessoas não sabem nem ler e escrever, é preciso “educação”, foi movido por este espírito de evangelização que Frei Ulrico fez surgir o “Colégio Paroquial, Nossa Senhora do Carmo.
Educação cristã e formação de cidadãos pro mundo ( advogados, engenheiros, médicos, juízes). Também no começo os nossos seminaristas carmelitas, estudavam no Paroquial. 75 de Educação de qualidade formando vidas.
Leigos Carmelitas.
Sempre tivemos pessoas ligadas aos freis carmelitas, bebendo da espiritualidade carmelitana. Vivendo uma relação fraterna, formando com eles, a “Família carmelitana”. Entre estes os que usam o Escapulário.
Em vários momentos se formou “grupos carmelitano”. Isto evoluiu pra se formar os “Leigos Carmelitas, com formação\vivência e compromissos como “leigos carmelitas consagrados”.
Pastoral vocacional
Deus chamou e alguns responderam, deixaram sua terra a Alemanha e aqui chegaram. Testemunharam fé, a devoção a Nossa Senhora do Carmo e o jeito de viver. Alguns jovens foram atraídos. Deus continuou a chamar. A Pastoral vocacional se organizou e muitos são frutos deste trabalho vocacional. Vocacionando para vocacionar. Carmelo um jeito fascinante de viver.
Mosteiro Mater Carmeli.
“Já não tenho outro ofício, só amar o exercício, solidão povoada presença amorosa do amado”. A busca do amado, no silêncio do claustro, na oração amorosa, as Irmãs Carmelitas marcaram presença. Um “oásis” no meio do mundo e pro mundo, assim nasceu o Mosteiro Mater Carmeli nesta História de 75 anos.
Trabalhos pastorais que fazem parte da História
Paróquia São José, cidade Gaúcha e Paróquia Nossa Senhora do Rocio, Tapira, diocese de Umuarama, onde os freis: Bruno, Matias, Justino, Joaquim, trabalharam cerca de 30 anos. Onde se destacaram como trabalho pastoral as Cebs. e a Pastoral do Dízimo.
Paróquia Bom Jesus, Dourados, pra foram os freis: Alberto, Joaquim, Jerônimo.
E esta História tem como raiz a vinda dos Frades Carmelitas da Província da Alemanha.
Neste tempo da história vieram 12 frades: Frei Ulrico, Frei Boaventura, Frei Alberto, Frei Rafael, Frei Bruno, Frei Joaquim, Frei Matias, Frei Justino, Frei Jeronimo, Frei Afonso, Frei Agostinho, Frei Paulo. Além dos que ficaram pouco tempo como o Frei Henrique e três estudantes.
Frei Filomeno dos Santos O.Carm.



