O debate foi motivado pelo requerimento n.° 15/25, de autoria de Carlos Augusto Pereira de Lima. Trata-se de um pedido de informações ao Poder Executivo sobre a cobrança de documento comprobatório de vacinação no ato de matrícula
REINALDO SILVA
Da Redação
Na noite de segunda-feira (24), a Câmara de Vereadores de Paranavaí discutiu a comprovação da vacina contra a Covid-19 como requisito obrigatório para matricular crianças de 6 meses a 6 anos em escolas municipais. A polêmica em torno do tema elevou os ânimos, com direito a suspensão da sessão ordinária por cinco minutos.
O debate foi motivado pelo requerimento n.° 15/25, de autoria de Carlos Augusto Pereira de Lima. Trata-se de um pedido de informações ao Poder Executivo sobre a cobrança de documento comprobatório de vacinação no ato de matrícula. O questionamento teria sido motivado pela preocupação de pais e familiares de alunos.
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Ao defender a aprovação do requerimento, o presidente da Casa declarou que há relatos científicos robustos a favor, mas também contrários à eficácia dos imunizantes contra a Covid-19. Esse não seria, no entanto, o ponto central do requerimento. “Esta é uma prerrogativa do vereador: posso requerer informações.” Acrescentou que não é contra a vacina, mas contra a obrigatoriedade.
Foi uma resposta ao pronunciamento do vereador Carlos Alberto João, que defendeu a manutenção constante da imunização como forma de prevenir doenças. Antes incontestável, essa afirmação ganhou opositores graças à propagação de notícias falsas, “essa circulação antivacina que tomou conta do país”.
Professor Carlos, como é conhecido, foi interrompido por pessoas que assistiam à sessão. Uma, duas, três… várias vezes. Pediu que fosse respeitado, mas as manifestações do público seguiram até que concluísse a declaração. O parlamentar deixou a tribuna sob contestações, respondendo-as mesmo longe do microfone.
A suspensão da reunião ordinária por cinco minutos veio logo depois, quando Carlos Augusto Pereira de Lima pediu a palavra. Nesse momento, seguiam as discussões paralelas entre moradores e o Professor Carlos.
De volta à apreciação do texto e concluído o discurso do autor, outros vereadores falaram sobre o tema. Waldur Trentini, por exemplo, classificou a matéria como paradoxal. “Ouvi o argumento de que o propositor não é contra a vacina, mas o público entendeu que esse requerimento estava assegurando o direito de não vacinar seus filhos.”
Falaram em defesa do requerimento: Aparecida Gonçalves, Gabriel dos Santos Luís, Ivany Azevedo, José Galvão, Rauny Aguiar e Roberto Marrique. Luiz Aparecido da Silva (Mancha) também apoiou o texto, mas com uma ressalva: não aprovará medidas contrárias à vacinação.
A votação terminou com aprovação do requerimento por maioria de votos, com negativas de três vereadores: Professor Carlos, que já havia se posicionado, Waldur Trentini e Josival Moreira.