As mudanças provocadas pelo fenômeno climático El Niño podem favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O aumento das temperaturas e a ocorrência de chuvas intensas em algumas regiões criam condições que facilitam o ciclo de vida do mosquito e aumentam a possibilidade de formação de criadouros.
O El Niño está associado a alterações no padrão climáticos, e entre os efeitos estão períodos de temperaturas acima da média, ondas de calor e chuvas mais intensas em algumas regiões, como o Sul do Brasil, em outras áreas, o fenômeno pode contribuir para períodos de seca prolongada.
Em Paranavaí, dados da Vigilância em Saúde mostram que, de janeiro até a primeira semana de outubro, foram registrados 731 casos suspeitos de dengue, desse total, 289 foram confirmados, 439 foram descartados e três ainda aguardam resultado dos exames.
Para o assessor de Combate às Endemias de Paranavaí, Tiago Dias, as condições climáticas reforçam a necessidade de manter os cuidados dentro de casa.
“Quando temos períodos de calor e chuva, o mosquito encontra condições mais favoráveis para se desenvolver. Por isso, é importante que a população não espere uma ação dos agentes para eliminar a água parada. Cada morador precisa fazer a sua parte e verificar regularmente o quintal, os vasos, as calhas e qualquer recipiente que possa acumular água”, disse Tiago.
Calor acelera ciclo do mosquito
As temperaturas elevadas favorecem o desenvolvimento do Aedes aegypti. Em condições de calor, o ciclo de vida do mosquito pode ser mais rápido, além de aumentar sua atividade e favorecer a reprodução.
Quando as chuvas são intensas, a água acumulada em recipientes, calhas, vasos, pneus e outros objetos pode se transformar em criadouro. Mesmo pequenas quantidades de água parada são suficientes para a reprodução do mosquito.
Por isso, períodos de chuva intercalados com temperaturas elevadas exigem atenção redobrada da população.
Cuidados devem continuar
Independentemente das condições climáticas, a principal forma de combater a dengue é eliminar os locais onde o mosquito pode colocar seus ovos. Depois das chuvas, a orientação é verificar quintais, calhas, vasos de plantas, ralos, recipientes e qualquer objeto que possa acumular água.
Em períodos de seca, quando há necessidade de armazenar água, caixas-d’água, baldes, tonéis e outros reservatórios devem permanecer devidamente tampados ou protegidos com telas.
O uso de repelente também pode ajudar na proteção individual, especialmente em áreas com circulação do mosquito. A população deve ainda acompanhar os alertas e orientações dos serviços de saúde.
O combate à dengue depende da participação de toda a comunidade. A eliminação de criadouros deve fazer parte da rotina, principalmente após períodos de chuva e calor.











