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Menor oferta global de carne, os custos competitivos do Brasil e o câmbio elevado impulsionaram a produção e as vendas externas
Menor oferta global de carne, os custos competitivos do Brasil e o câmbio elevado impulsionaram a produção e as vendas externas

PECUÁRIA

Em 2025, produção de carne bovina e abate de fêmeas atingem máximas históricas no Brasil

Em 2025, ainda faltando a divulgação de dados oficiais, é possível sinalizar que a produção de carne e o abate de fêmeas atingiram as máximas históricas. Isso vale para o rebanho confinado e para o volume e receita com a exportação. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e consta em boletim divulgado nessa quarta-feira (7).

A menor oferta global de carne, os custos competitivos do Brasil e o câmbio elevado impulsionaram a produção e as vendas externas. Pela primeira vez, o País exporta mais de 3 milhões de toneladas de carne bovina, evidenciando que o setor conseguiu evitar impacto das tarifas dos Estados Unidos, um dos seus principais clientes.

Exportação

As exportações somaram 3,458 milhões de toneladas em 2025, superando em 20,3% os embarques totais de 2024 – o equivalente a 584,5 mil toneladas a mais (Secex). Quando se olha para o comércio com a China, o resultado em 12 meses também ultrapassa o obtido nos 12 meses de 2024, com vantagem de 24,6%.

De 2024 para 2025, a participação da China passou de 46% para 48% do volume exportado pelo Brasil. Para os Estados Unidos, que seguiram como segundo destino, houve aumento de 18,3% em relação a 2024. Os norte-americanos mantiveram estável sua participação (em volume) de 2024 para 2025, ao redor de 8%.

Produção

Para acompanhar a forte demanda externa, a produção brasileira de carne bovina também avançou. No acumulado até setembro/25, o IBGE apontava que 8,1 milhões de toneladas haviam sido produzidas, um aumento de 4,8% (ou 376 mil toneladas) frente ao mesmo período do ano anterior e o maior resultado da série histórica, iniciada em 1997.

Essa produção foi obtida com o abate de 31,757 milhões de cabeças – abate formal, em frigoríficos com inspeção municipal, estadual e federal –, número 5,9% superior ao de igual intervalo do ano passado (1,755 milhão de cabeças a mais). O incremento de 2,23 milhões ou de 22,7% no total de fêmeas (vacas e novilhas) abatidas mais que compensou a redução de 3,8% do número de bois – 602 mil a menos. Com isso, a participação das fêmeas no total abatido subiu de 44% até o 3 o trimestre de 2024 para 48% até setembro de 2025.

É importante observar que, mesmo com a forte valorização dos animais de reposição, o abate de fêmeas no terceiro trimestre continuou elevado, com desaceleração frente ao segundo trimestre menor que a registrada no ano passado.

Outro ponto importante da análise de 2025 é a dinâmica dos confinamentos. Os preços da arroba reposicionados no ano passado e os grãos, especialmente do milho, mais baratos estimularam a produção confinada. Houve ampliação especialmente das estruturas já de grande porte. Conforme dados da DSM-Tortuga, a expectativa de animais confinados para 2025 foi de 8,5 milhões de cabeças, superando pela primeira vez a marca de 8 milhões, com o estado de Mato Grosso se destacando como maior confinador do Brasil.

Muitos desses empreendimentos contam com investidores que requerem gestão baseada na mitigação de risco. Para tanto, a programação de venda passou a ser largamente regida por contratos, o que também interessou a indústria que tem à sua frente volumosos contratos de exportação.

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