Instabilidade geopolítica, mudanças nas cadeias de suprimentos e velocidade tecnológica colocam as empresas diante de uma questão central: em 2026, mais importante do que prever o futuro é preciso reagir rapidamente às transformações sem perder a visão de longo prazo. É nesse contexto que ganham força a produtividade empresarial e a cultura de resultados.
Entre as escolhas para proteger margens e definir operações, todas dependem de uma capacidade anterior: transformar decisões em execução no tempo necessário. Importante lembrar que agilidade não é improviso ou a habilidade do gestor brasileiro de apagar incêndios. Agilidade de verdade exige método, ciclos frequentes de revisão, clareza sobre responsabilidades e autonomia para as pontas.
O estudo da McKinsey, Decision making in the age of urgency, mostra que decisões rápidas não perdem em qualidade e que organizações ágeis têm 1,5 vez mais chances de superar financeiramente seus pares. Na prática, a visão de futuro deve integrar a rotina, transformando estratégia corporativa e performance organizacional em pautas diárias, não anuais.
Essa lógica guiou minha experiência na Nextel, onde o valor para os stakeholders veio da redução do intervalo entre decidir e executar através da gestão por objetivos e resultados. Em cenários voláteis, essa clareza faz ainda mais diferença.
No entanto, a execução é o ponto crítico. Pesquisa da Harvard Business Review revela que as empresas entregam, em média, apenas 63% do valor financeiro prometido por suas estratégias. Para superar isso, é preciso construir um sistema interno de decisão e execução que permaneça na empresa, sem depender de “heróis de plantão”.
Como defendia W. Edwards Deming, cerca de 94% dos problemas pertencem ao sistema, sob responsabilidade da gestão, e não exclusivamente às pessoas. Quando o sistema é lento ou centralizado, cobrar velocidade das equipes não resolve.
O método adotado pode variar entre gestão por objetivos, planejamento de cenários ou ciclos curtos de revisão. O essencial é dar foco e reduzir o tempo entre a mudança externa, a decisão e a ação. A volatilidade favorece quem transforma mudanças em execução com velocidade e baixo custo de ajuste.
A pergunta que todo gestor deve fazer em 2026 não é apenas se possui a estratégia certa, mas se a organização consegue executá-la no tempo correto. Produtividade empresarial é decidir melhor, executar com clareza e manter a empresa preparada para o próximo movimento.













