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Foto: Ivan Fuquini

MEIO AMBIENTE

Em um mês, Cata-Treco recolheu 2,6 milhões de litros de resíduos em Paranavaí

Dois caminhões compactadores circulam de forma contínua para atender toda a área urbana, e cada ciclo operacional se estende por quatro semanas

Implantado em Paranavaí no dia 6 de abril, portanto há um mês, o Cata-Treco já recolheu o equivalente a 2.600.000 litros de resíduos volumosos em bairros e distritos. Nessa primeira etapa, as equipes se concentraram em coletar colchões deixados pelos moradores na frente de casa; agora o objetivo é retirar sofás.

Para a prestação do serviço, a prefeitura contratou dois caminhões compactadores, que circulam de forma contínua, atendendo toda a área urbana, exceto o centro comercial. Cada ciclo operacional dura quatro semanas.

Conforme explicou o secretário de Meio Ambiente, Alessandro Cordeiro Garcia, por se tratar de um serviço contínuo, de porta em porta, não é possível atender a mesma região duas ou três vezes por semana. Para facilitar, a equipe técnica dividiu o mapa do município em setores, por onde os caminhões passam uma vez por mês.

Em maio, o Cata-Treco manterá o foco nos sofás. Cumprindo a programação, a equipe percorrerá toda a extensão urbana e recolherá os sofás que forem depositados na calçada pela população.

Objetivo é recolher itens volumosos deixados pelos moradores na frente de casa
Foto: Ivan Fuquini

Hoje (6) e amanhã (7), as equipes seguirão pelas ruas do setor 10, que inclui as proximidades da Santa Casa, do Estádio Municipal Dr. Waldemiro Wagner, do Gugão e das escolas Ilda Campano, Leonel Franca e Jayme Canet, além da Vila City. A coleta começa às 7h.

Na Sexta-feira (8) e no sábado (9), os caminhões Cata-Treco estarão no setor 9, contemplando as seguintes regiões: jardim Ouro Branco, Praça dos Pioneiros, avenida Parigot de Souza, Colégio Estadual Enira Moraes Ribeiro, catedral Maria Mãe da Igreja e avenida Tancredo Neves (entre a Heitor Furtado e a Luís Spigolon). 

Ecoponto

Todos os resíduos retirados das ruas são levados pelos caminhões Cata-Treco até o ecoponto do jardim Morumbi, passam por uma triagem e são depositados de forma organizada em caçambas. Depois, a empresa responsável pelo gerenciamento do ecoponto faz o transporte até um aterro em Cianorte.

Além do custo administrativo de aproximadamente R$ 52 mil por mês, a prefeitura de Paranavaí paga valores adicionais pela destinação correta do lixo, a depender do tipo de material – itens de construção civil, resíduos de jardinagem ou móveis.

O ecoponto foi inaugurado no dia 17 de março deste ano, e o contrato tem validade por cinco anos.

Com a nova estrutura em funcionamento, a administração municipal conseguiu cumprir a determinação de fechar o terreno na Vila Operária utilizado há décadas para descarte irregular de lixo. Agora, quem chega ao chamado “buracão” recebe orientação para ir até o jardim Morumbi para depositar os resíduos.

O objetivo da Secretaria de Meio Ambiente é instalar novas unidades, contemplando outros bairros de Paranavaí. A expectativa é que o próximo ecoponto fique na região do jardim São Jorge, mas ainda não é possível saber quando será posto em funcionamento.

Outros itens

Alessandro Cordeiro Garcia informou que materiais recicláveis são levados para a Cooperativa de Seleção de Material Reciclável e Prestação de Serviços Paranavaí (Coopervaí). Entram na lista papel, papelão, plástico e metal, além de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.

Alessandro Cordeiro Garcia chamou a atenção para a importância de a população participar
Foto: Ivan Fuquini

No caso de pneus, a prefeitura fez a concessão de uso de um espaço público para a instalação de uma empresa que recebe e recicla. A contrapartida é que faça a coleta de pneus deixados por moradores e pequenos borracheiros. A programação ainda está sendo definida.

Crime ambiental

O secretário enfatizou que o descarte irregular de lixo é tipificado como crime ambiental. A Lei Federal 9.605/1998 estabelece pena de reclusão de um a quatro anos e multa para práticas que levem a poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar em danos à saúde humana, mortandade de animais ou destruição significativa da flora.

Nesse sentido, Garcia deu um recado direto aos moradores. “O município está fazendo a parte dele. Agora a gente precisa conscientizar a população. É um compromisso que a gente tem com o Ministério Público, que nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Se a gente der flagrante, ele vai ser punido.”

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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